Ministro Durigan Urge Articulação Sobre Desoneração de Combustíveis e Crise Global

Ministro da Fazenda Discorre Sobre Desoneração de Combustíveis e Cenário Internacional
O ministro da Fazenda, Carlos Durigan, manifestou nesta segunda-feira (4 de maio de 2026) a necessidade de maior articulação com os governadores para lidar com os impactos fiscais da recente desoneração dos combustíveis. A declaração foi feita durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, em meio à persistente alta nos preços do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
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Durigan enfatizou que o Brasil não pode se envolver diretamente no conflito, mas também não pode abandonar a responsabilidade fiscal. “Não vou fazer mais fiscal por conta da guerra, mas também não vou fazer menos”, afirmou, destacando a importância de equilibrar as necessidades internas com a situação global.
O prazo para os estados se aderirem às medidas de desoneração dos combustíveis se encerra na terça-feira (5 de maio de 2026). O formulário de cadastro, oferecido pelo Poder360, está disponível para utilização, em conformidade com os termos da LGPD.
Segundo o ministro, qualquer auxílio financeiro relacionado à desoneração será acompanhado por receitas adicionais provenientes do petróleo, considerando que a arrecadação está acima das projeções do Orçamento do Congresso. Durigan ressaltou que a estratégia leva em conta o impacto duradouro da guerra no Oriente Médio nos preços internacionais e a necessidade de manter a estabilidade econômica no Brasil.
Ele indicou que as medidas de desoneração terão duração aproximada de dois meses, com reavaliação ao final do período. A iniciativa envolve a redução temporária de impostos sobre gasolina e etanol, sob a condição de neutralidade fiscal. Durigan também acredita que a guerra terá consequências econômicas mais prolongadas do que o inicialmente previsto.
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O ministro relatou ter conversado com autoridades internacionais, mas não obteve clareza sobre a duração do conflito. Apesar disso, afirmou que o Brasil se destaca como um dos países menos afetados, com preços relativamente controlados. Ele atribuiu essa situação, em parte, à política de preços da Petrobras, que evita repassar rapidamente as flutuações do mercado internacional para os consumidores.
Durigan também comentou sobre a escolha do futuro diretor do Banco Central, afirmando que o economista Guilherme Mello é um dos nomes qualificados do governo. No entanto, ele admitiu que o debate sobre a nomeação está “interditado” no momento, e que Mello já assumiu outras responsabilidades, como a secretaria-executiva do Ministério do Planejamento.
Durigan classificou Mello como “uma figura dos melhores quadros” em Brasília, mas declarou que não há definição sobre futuras indicações para a autoridade monetária.
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