Ministro Durigan Defende Jornada de 40 Horas com Descanso e Impacto no Burnout

Ministro da Fazenda Defende Jornada de 40 Horas Semanal com Descanso Ampliado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta quarta-feira (6 de maio de 2026, a proposta do governo para reformular as relações de trabalho, classificando o debate como “geracional”. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, Durigan enfatizou que o governo defende uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado, sem qualquer redução salarial.
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A iniciativa busca responder às mudanças no mercado de trabalho, impulsionadas pelo aumento da produtividade e da conectividade.
Mudanças no Mercado de Trabalho e o Burnout
Durigan argumentou que a dinâmica do trabalho mudou significativamente, com o aumento da pressão e da conectividade constante. Ele observou que muitos trabalhadores se sentem sobrecarregados, o chamado “burnout”, devido à necessidade de acompanhar notícias globais e o desempenho de suas empresas. “O que eu sinto do trabalho hoje é que está todo mundo próximo do burnout”, afirmou o ministro.
Fim da Escala 6×1 e Impacto nos Trabalhadores de Baixa Renda
O projeto de lei propõe a redução do limite semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo a jornada diária de 8 horas. Além disso, garante dois dias consecutivos de descanso semanal remunerado, idealmente aos sábados e domingos, consolidando o modelo 5×2.
O ministro destacou que trabalhadores de menor renda, que representam 3 de cada 10 trabalhadores na escala 6×1, são os mais afetados por essa mudança. Cerca de 80% desses trabalhadores recebem até dois salários mínimos.
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Rejeição a Desoneração da Folha de Pagamento
Durigan rejeitou a ideia de oferecer benefícios fiscais às empresas em troca da adoção da nova jornada. Ele argumentou que experiências anteriores com a desoneração da folha não produziram os resultados esperados, gerando prejuízos para o Estado e para as políticas públicas.
O ministro defendeu o foco em políticas de produtividade, como crédito barato para pequenas empresas e programas de capacitação profissional.
“A desoneração da folha não deu certo. Ela traz um prejuízo grande para o Estado e, portanto, para as políticas públicas”, afirmou. Durigan também defendeu o fim da escala 6×1, considerando-a inadequada para o contexto atual do mercado de trabalho.
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