Ministro Durigan Aponta Fatores Externos e Desafia Juros Altos no Brasil

Juros Altos no Brasil: Fatores Externos São Prioritários, Diz Ministro Durigan
Em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, na segunda-feira (4 de maio de 2026), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que os juros elevados no Brasil são, primordialmente, resultado de fatores externos, e não da política fiscal do governo.
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Durigan explicou que conflitos internacionais e eventos climáticos têm um impacto significativo na economia, influenciando diretamente as taxas de juros no país.
O ministro ressaltou que o governo está trabalhando para equilibrar a responsabilidade nas contas públicas com as demandas sociais, buscando evitar medidas drásticas. Ele enfatizou que o diagnóstico que liga diretamente o déficit público ao nível dos juros não se sustenta quando analisados os dados recentes, que mostram uma melhora gradual no resultado fiscal desde 2023, mesmo com o país ainda apresentando um déficit.
Análise do Cenário Internacional
Durigan destacou a relevância do cenário internacional para a política monetária brasileira. Ele mencionou os efeitos de guerras e a instabilidade global como pressões que elevam os juros em diversos países. Segundo ele, esses fatores externos possuem um peso maior do que a condução fiscal doméstica, influenciando as decisões do Banco Central.
Estratégia de Ajuste Gradual
O ministro esclareceu que o governo não busca soluções rápidas para reduzir os juros. Ele rejeitou a ideia de uma “bala de prata” e defendeu uma estratégia de ajustes progressivos nas contas públicas, combinada com a manutenção de políticas sociais.
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Durigan também apontou que a trajetória da dívida pública é influenciada pela taxa de juros, e que o custo elevado da dívida deve ser analisado em conjunto com o ambiente monetário.
Esforços do Governo e Desafios Futuros
O ministro informou que o governo já implementou medidas equivalentes a aproximadamente 2% do PIB para melhorar o resultado fiscal, um esforço que é reconhecido pelo mercado, apesar das críticas persistentes. Ele enfatizou a necessidade de conciliar investimentos sociais com a disciplina fiscal, ressaltando que propostas radicais não encontram viabilidade política no Congresso Nacional.
Durigan acredita que o Brasil precisa avançar em um modelo que sustente o crescimento econômico sem comprometer a estabilidade das contas públicas.
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