Ministério Público Suspende Delações Premiadas em Caso de Empresários Foragidos

Ministério Público Nega Delação Premiada em Caso de Empresários Foragidos
O Ministério Público de São Paulo decidiu não avançar com a proposta de delação premiada apresentada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, no âmbito da Operação Carbono Oculto.
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A investigação, que apura um esquema bilionário envolvendo sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no setor de combustíveis, foi interrompida devido à avaliação de que as provas apresentadas não atendiam aos critérios mínimos para formalizar o acordo.
Ambos os empresários estão foragidos desde agosto de 2025, com indícios de que se encontram fora do Brasil.
Falta de Evidências Concretas
A decisão foi tomada pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, após identificar omissões cruciais na declaração dos investigados. A ausência de informações sobre conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e detalhes sobre o esquema de lavagem de dinheiro foram fatores determinantes.
Além disso, a colaboração não ofereceu elementos que comprovassem a participação de políticos ou magistrados, limitando-se à menção a um juiz já processado pelo próprio Ministério Público.
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Negociações Estagnadas e Futuro Incerto
As negociações para um acordo de delação premiada vinham sendo tentadas desde o ano passado, com recusas iniciais da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. Em São Paulo, o caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça devido à menção a um magistrado.
Apesar de avanços iniciais, as conversas ficaram estagnadas nos últimos meses, em parte devido à falta de novidades no conteúdo apresentado. O Ministério Público, no entanto, não descarta a possibilidade de um novo acordo, caso os empresários apresentem provas mais robustas e detalhem a estrutura do esquema criminoso.
Operação Carbono Oculto: Um Caso Complexo
A Operação Carbono Oculto, considerada a maior operação do tipo já realizada no país, investiga movimentações financeiras que podem chegar a R$ 8 bilhões. A investigação busca esclarecer as conexões entre os empresários e o suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
O Ministério Público do Estado do Piauí também havia rejeitado a proposta anteriormente, apontando a ausência de elementos suficientes para dar continuidade às negociações. O objetivo das autoridades é obter informações mais detalhadas sobre a atuação de uma organização criminosa estruturada voltada à prática de fraudes no setor de combustíveis e à ocultação de patrimônio.
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