Ministério da Fazenda Projeta Impacto Fiscal de R$ 6,2 Bi no Oriente Médio

Ministério da Fazenda projeta impacto fiscal de R$ 6,2 bi/mês devido a medidas no Oriente Médio. Veja os detalhes!

21/05/2026 02:10

2 min

Ministério da Fazenda Projeta Impacto Fiscal de R$ 6,2 Bi no Oriente Médio
(Imagem de reprodução da internet).

Medidas para o Oriente Médio Geram Impacto Fiscal de R$ 6,2 Bilhões Mensais

O Ministério da Fazenda projetou um impacto financeiro primário de R$ 6,2 bilhões por mês, decorrente das medidas implementadas pelo governo para responder ao conflito no Oriente Médio. Essas informações foram divulgadas em um boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicado nesta segunda-feira (18).

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A principal fonte de custo reside no setor de combustíveis, detalhada a seguir.

Desgaste Financeiro Detalhado

A análise da SPE revela um cenário com os seguintes custos mensais: R$ 3 bilhões destinados à subvenção do diesel produzido internamente; R$ 1 bilhão para a subvenção do diesel importado, resultado de uma cooperação federal; R$ 165 milhões para a subvenção do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) importado; R$ 2,1 bilhões provenientes da isenção de alíquotas de PIS/Cofins sobre o óleo diesel; e R$ 40 milhões referentes à isenção de PIS/Cofins sobre o Querosene de Aviação (QAv).

Arrecadação Supera Custo Fiscal

A equipe econômica do governo estima que o custo fiscal dessas medidas seja inferior ao aumento esperado na arrecadação, impulsionado pela valorização do preço do barril de petróleo. O Brasil, por ser um exportador líquido do produto, se beneficia diretamente dessa alta.

As projeções iniciais indicam que, considerando o crescimento esperado nos pagamentos de royalties, dividendos, IRPJ e CSLL, somado ao imposto de exportação, a arrecadação mensal deve aumentar em R$ 8,5 bilhões.

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Contexto da Valorização do Petróleo

A SPE destaca que, devido à posição do Brasil como exportador líquido de petróleo, a valorização do barril, estimada em um aumento de aproximadamente 25% para US$ 91,25, contribui significativamente para o aumento das receitas públicas. A equipe econômica acredita que, apesar do impacto fiscal das medidas mitigadoras, a magnitude dos custos se mantém aquém do aumento esperado na arrecadação, impulsionado pela própria valorização do petróleo.

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