Minha Casa, Minha Vida: Impulso Recorde no Mercado Imobiliário Nacional em 2026

Minha Casa, Minha Vida: programa impulsiona mercado imobiliário nacional em 2026! 🚀 Vendas sobem 49% e revelam segredo para o sucesso do programa habitacional.

29/05/2026 08:00

3 min

Minha Casa, Minha Vida: Impulso Recorde no Mercado Imobiliário Nacional em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Minha Casa, Minha Vida Continua Impulsionando o Mercado Imobiliário Nacional em 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue sendo um pilar fundamental para o setor imobiliário brasileiro, representando quase metade das vendas de imóveis residenciais no primeiro trimestre de 2026. Um estudo recente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revelou que a iniciativa concentrou 49% das vendas entre janeiro e março, com a comercialização de 54.510 unidades em 221 cidades, abrangendo todas as capitais e regiões metropolitanas do país.

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Desempenho Geral do Mercado Imobiliário

O levantamento de Indicadores Imobiliários Nacionais apontou um crescimento geral nas vendas residenciais, com um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, foram vendidas 438.012 unidades, demonstrando a resiliência do mercado imobiliário diante de desafios como juros elevados.

Análise do Vice-Presidente Financeiro da CBIC

Eduardo Aroeira, vice-presidente financeiro da CBIC, destacou o papel crucial do programa habitacional na sustentação do setor e no combate ao déficit habitacional. “O Minha Casa, Minha Vida vem cumprindo o seu papel de tornar realidade o sonho da casa própria para milhões de brasileiros”, afirmou.

Aroeira ressaltou que o programa é um grande impulsionador da indústria da construção, representando a metade do mercado imobiliário residencial.

Equilíbrio do Mercado e Impacto do MCMV

Aroeira também enfatizou que o programa ajuda a equilibrar o mercado imobiliário, especialmente em um cenário de taxas de juros elevadas. “Se não fosse pelo Minha Casa, Minha Vida, hoje provavelmente estaríamos discutindo aqui só [as vendas] em alto padrão com a taxa de juros que temos hoje”, disse.

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O desempenho saudável do MCMV, com um tempo de escoamento da oferta de 7,6 meses (abaixo da média de 10 meses), também foi um ponto positivo.

Mudanças no Público-Alvo do Programa

Ely Wertheim, vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC e presidente executivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), observou que o programa evoluiu, atendendo agora não apenas famílias de baixa renda, mas também a classe média. “O programa da Minha Casa, Minha Vida hoje não é somente um programa popular.

Ele se transformou num programa também de classe média”, afirmou.

Lançamentos em Queda e Estabilidade nas Vendas

Apesar da queda nos lançamentos de imóveis no primeiro trimestre (queda de 4,9% em relação ao ano anterior e 32,1% em relação ao quarto trimestre de 2025), as vendas permaneceram estáveis, com apenas 2,6% de queda. Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP, atribuiu a queda à sazonalidade do setor.

Mercado Estável e Vendas em R$ 65,9 Bilhões

O mercado imobiliário movimentou R$ 65,9 bilhões no trimestre, com um aumento de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Petrucci destacou que o mercado continua aderente aos lançamentos, mantendo um volume elevado de vendas e estabilidade no Valor Geral de Vendas (VGV).

Desempenho Regional e Crescimento do Centro-Oeste

O Centro-Oeste liderou o crescimento dos lançamentos, com uma expansão de 38,3% no trimestre. O Sudeste respondeu por mais da metade das vendas acumuladas em 12 meses, enquanto Norte e Nordeste apresentaram crescimento anual nas vendas de 11,1% e 3%, respectivamente.

O Sul foi a única região a registrar uma leve queda.

Resiliência do Mercado Imobiliário

Apesar da Selic elevada, o mercado imobiliário demonstrou resiliência, com vendas resistindo à taxa de juros entre 14,5% e 15% há quase um ano. Para Wertheim, o momento atual favorece consumidores de média e alta renda interessados em adquirir imóveis.

Para Petrucci, o mercado continua aderente aos lançamentos, com um volume de vendas estável.

Preferências dos Consumidores

A pesquisa também revelou que 49% dos entrevistados declararam interesse em casas de rua, enquanto 35% preferiam apartamentos. O principal motivo para a compra foi deixar de pagar aluguel, seguido por sair da casa dos pais e mudança de localidade.

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