Mercosul e UE: Acordo Tarifário Atrasado Causa Incertezas e Disputas no Mercosul

Acordo Mercosul-UE: Incómodo impasse na divisão de cotas gera incerteza no Brasil! Produtores lutam para acessar mercados europeus. Saiba mais.

01/05/2026 18:32

2 min

Mercosul e UE: Acordo Tarifário Atrasado Causa Incertezas e Disputas no Mercosul
(Imagem de reprodução da internet).

Acordo Mercosul-União Europeia: Negociações Tarifárias Atrasadas Geram Incerteza

O governo federal estabeleceu as regras que permitem o uso de cotas tarifárias no comércio bilateral entre o Mercosul e a União Europeia. No entanto, a implementação total do acordo enfrenta um obstáculo: a falta de consenso entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai sobre a divisão das cotas de exportação.

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Essa situação gera incerteza para os produtores brasileiros, que dependem de acesso a mercados importantes como o europeu.

As negociações se concentram em produtos estratégicos para a economia brasileira, como carnes (bovina, especialmente), açúcar, etanol, arroz, milho e seus derivados. Além desses, a cota também abrange itens como mel, ovos e bebidas alcoólicas, como rum e cachaça.

A expectativa é que a facilidade no acesso a esses mercados impulsione as exportações e contribua para o crescimento econômico do país.

Disputas na Divisão das Cotas

Atualmente, cada país do Mercosul opera com seus próprios procedimentos, sem alterações no volume total negociado ou no direito de acesso aos benefícios do acordo. A cota para exportação de carne bovina para a União Europeia, por exemplo, é de 99 mil toneladas por ano, com uma tarifa reduzida de 7,5%.

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No entanto, a distribuição desse volume entre os quatro países ainda não foi definida, gerando divergências.

Posições Divergentes dos Países do Bloco

A Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) defende que a divisão da cota não seja igualitária, considerando que a distribuição deve levar em conta a capacidade de produção de cada país. Já o Paraguai, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, propõe uma divisão mais igualitária, com cerca de 24,75 mil toneladas para cada país.

Essa disputa demonstra a complexidade do processo de negociação e a necessidade de encontrar um ponto de equilíbrio.

Implementação Gradual do Acordo

A partir da última sexta-feira (1º), mais de 5 mil produtos já podem entrar na União Europeia com tarifas zeradas. Essa primeira fase do acordo representa um avanço significativo, mas a liberalização total do comércio bilateral levará tempo. Para setores considerados mais sensíveis, a redução de tarifas será feita de forma gradual: até 10 anos na União Europeia, até 15 anos no Mercosul e, em alguns casos, até 30 anos.

Essa abordagem visa proteger os produtores brasileiros durante a transição para um mercado mais competitivo.

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