Médicos afastados em mutirão da Bahia: cirurgias e graves complicações expostas

Bahia: Justiça afasta médicos após denúncia de irregularidades em mutirão oftalmológico. 11 pacientes precisaram de evisceração ocular! 33 complicações graves

22/05/2026 04:20

3 min

Médicos afastados em mutirão da Bahia: cirurgias e graves complicações expostas
(Imagem de reprodução da internet).

A Justiça da Bahia determinou o afastamento de três médicos envolvidos em uma investigação sobre supostas irregularidades em um mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado em Salvador, em fevereiro deste ano. O caso veio à tona após a necessidade de evisceração ocular em pelo menos 11 pacientes que receberam atendimento no mutirão.

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As autoridades policiais registraram um quadro preocupante, com 33 dos 138 pacientes idosos atendidos apresentando complicações de saúde significativas.

De acordo com dados da Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA), as complicações incluem diversas condições de saúde graves. Até o momento, foram formalizadas 33 denúncias de lesão corporal culposa, juntamente com indícios de crimes que colocam em risco a vida ou a saúde de outras pessoas, além de infrações às medidas sanitárias preventivas.

A decisão de afastamento foi tomada pela 1ª Vara das Garantias de Salvador, com base em uma representação da autoridade policial responsável pelo inquérito, visando proteger evidências e aprofundar a investigação.

Apreensão de Documentos e Equipamentos

Durante a execução da ordem judicial, foram apreendidos diversos documentos e materiais que podem ser cruciais para a elucidação dos fatos. Entre os itens coletados, destacam-se o livro de cirurgias, guias de solicitação de internação, registros de esterilização do Centro de Material e Esterilização (CME), livro de registro de ocorrências da unidade, além de cinco computadores, um tablet, um pendrive, receitas e notas fiscais.

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Esses materiais foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise pericial.

Investigações em Andamento

As investigações seguem em curso, com o objetivo de aprofundar a apuração dos eventos e determinar a responsabilidade de todos os envolvidos. A ação foi conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (DEATI), que faz parte do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).

A investigação está integrada a um inquérito que apura as complicações de saúde apresentadas pelos pacientes submetidos ao procedimento.

Contexto e Repercussões do Caso

O caso se refere a um mutirão de cirurgias de catarata realizado em 26 de fevereiro, em uma clínica que atendia pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que 138 procedimentos cirúrgicos foram realizados no local naquele dia, sendo 26 realizados em uma sala onde ocorreram intercorrências. De acordo com a SMS, 25 pacientes operados nessa sala apresentaram complicações após a cirurgia e foram encaminhados para acompanhamento pela rede municipal de saúde.

Uma paciente não relatou queixas e possui uma consulta de revisão agendada. A CNN Brasil recebeu informações de que a secretaria não autorizou a realização do mutirão nem a execução das cirurgias realizadas na data. A SMS declarou que a realização de procedimentos sem autorização prévia do gestor do SUS descumpre o fluxo regular de regulação e a relação contratual com o sistema público, sendo considerada uma irregularidade grave.

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