Maria Helena de Sousa Netto Costa é alvo da Operação Travessia em Goiás

Operação Travessia Desmantela Organização Criminosa de Migração Ilegal
Na quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Polícia Federal realizou uma operação complexa em Goiás e no Amapá, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em migração ilegal para os Estados Unidos. A operação, batizada de Travessia, resultou na execução de 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva. Durante a ação, foram apreendidos bens e documentos que podem ajudar a elucidar a estrutura e o funcionamento da organização.
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Detenções e Descobertas em Goiás
Em Goiás, a operação resultou na prisão de quatro indivíduos. Entre os presos, destaca-se Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador do estado (MDB), que é investigada como possível líder de um dos grupos investigados. Segundo a Polícia Federal, ela é suspeita de ter movimentado cerca de R$ 45 milhões através da organização.
A investigação aponta que os cinco grupos criminosos envolvidos movimentaram um total de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023.
Investigação e Defesa da Sra. Maria Helena
A investigação da Polícia Federal começou em 2022, após a abordagem de um grupo de migrantes no aeroporto de Congonhas, que mencionou o nome de Maria Helena de Sousa Netto Costa. A defesa da mulher emitiu uma nota afirmando que a prisão é considerada desnecessária e que aguarda acesso ao processo para realizar uma análise técnica detalhada.
O governador de Goiás e sua esposa não são alvos da investigação, conforme informou a PF.
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Operação Estruturada e Impacto da Organização
A Polícia Federal descreve a organização como estruturada, responsável por coordenar toda a logística da viagem dos migrantes, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, como México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos. Estima-se que os grupos criminosos tenham sido responsáveis pelo ingresso irregular em território norte-americano de pelo menos 477 brasileiros, com a possibilidade de o número ultrapassar 600 vítimas.
Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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