Mapa do Caminho Baku a Belém: Proposta Reestrutura Financiamento Climático Global

“Mapa do Caminho de Baku a Belém” formaliza proposta para reestruturar financiamento climático global. Brasil e Azerbaijão lideram iniciativa para COP30 em Belém (PA), 2025

05/11/2025 18:28

2 min

Mapa do Caminho Baku a Belém: Proposta Reestrutura Financiamento Climático Global
(Imagem de reprodução da internet).

Mapa do Caminho de Baku a Belém Formaliza Proposta de Reestruturação do Financiamento Climático

Apresentado nesta quarta-feira (5/11), o “Mapa do Caminho de Baku a Belém” delineou uma proposta de reestruturação do financiamento climático global. O documento, fruto de uma coalizão de países e instituições multilaterais, com coordenação do Azerbaijão e do Brasil, estabelece cinco áreas prioritárias que servirão como base para as negociações a serem realizadas durante a COP30, em Belém (PA), em 2025.

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Ao contrário de outros documentos relacionados aos desafios climáticos, o Mapa Baku-Belém não necessita de aprovação formal das partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para avançar. O objetivo principal é orientar a elaboração do novo pacto financeiro global, que será consolidado com base nessas diretrizes.

A proposta visa alinhar políticas fiscais, instrumentos de crédito e a governança financeira internacional com as metas de descarbonização e adaptação, buscando ampliar o acesso a recursos financeiros com custos mais baixos para economias emergentes.

O plano estratégico tem como meta mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamentos climáticos destinados aos países em desenvolvimento até 2035.

“O Mapa transforma a urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados efetivos”, afirmou André Corrêa do Lago, presidente da COP30.

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O documento é resultado de uma série de encontros realizados desde a COP29, em Baku, com o apoio de organizações como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Africano de Desenvolvimento.

A proposta busca corrigir desequilíbrios estruturais no sistema financeiro global, especialmente o custo elevado do capital e o endividamento crescente de países mais vulneráveis aos impactos da mudança climática.

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