Manifestação Estudantil em SP Escala com Gás Lacrimogêneo e Críticas Urgentes

Manifestação Estudantil Interrompida no Centro de São Paulo
Cerca de 2.500 estudantes de universidades estaduais paulistas realizaram uma manifestação na tarde de segunda-feira (11 de maio de 2026), interditando a Avenida da Consolação, no centro da capital. O grupo iniciou a marcha na Praça da República, seguindo em direção à Faculdade de Medicina da USP, um percurso de aproximadamente 4,5 quilômetros que demandou cerca de três horas.
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Tensão e Confronto na Manifestação
A concentração inicial ocorreu na Praça da República, onde a presença de manifestantes, apoiadores do Partido Liberal (PL) e policiais militares gerou momentos de tensão. O vereador Adrilles Jorge e o influenciador Robson Fuinha, presentes no local, causaram uma reação dos estudantes ao gravar a manifestação.
A situação escalou com os gritos de “vai trabalhar” direcionados aos manifestantes, e a resposta do vereador, afirmando que “eu que pago a universidade de vocês”, intensificou o conflito. Diante da crescente tensão, a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão.
Reivindicações Estudantis e Reunião com o Cruesp
A manifestação, que reuniu estudantes da USP, Unesp e Universidade Estadual de Campinas, visava acompanhar uma reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que havia sido cancelada. Mesmo sem a presença dos reitores, representantes da articulação que reúne entidades de professores, funcionários e estudantes das três universidades estaduais paulistas, realizaram um encontro com a presidência do conselho para discutir as reivindicações dos estudantes, professores e servidores.
A manifestação ocorreu um dia após a desocupação da reitoria da USP pela Polícia Militar, que havia sido ocupada por estudantes em greve desde a quinta-feira anterior (7 de maio de 2026).
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Ações da Polícia e Pautas dos Manifestantes
Durante o evento, agentes da Tropa de Choque se posicionaram na região da Faculdade de Medicina da USP, formando barreiras, mas sem novos confrontos. As principais demandas dos manifestantes incluíam o aumento do auxílio permanência estudantil, cotas trans e a inclusão de um vestibular indígena.
A greve na USP ganhou força após a reitoria encerrar as negociações sobre o reajuste do auxílio permanência, com os estudantes defendendo um valor de R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista. O Poder360 utilizou fotos aéreas e o Google Earth para estimar o número de participantes, considerando a densidade da multidão em diferentes áreas.
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