Manifestação em SP Pede Fim da Escala 6×1 e Combate ao Feminicídio

Manifestação em SP exige fim da escala 6×1 e combate ao feminicídio! Centrais e movimentos sociais protestam no centro de São Paulo. Pressionam Congresso por

01/05/2026 17:56

3 min

Manifestação em SP Pede Fim da Escala 6×1 e Combate ao Feminicídio
(Imagem de reprodução da internet).

Manifestação em São Paulo Reivindica Fim da Escala 6×1 e Enfrentamento ao Feminicídio

Centrais sindicais e movimentos sociais se uniram em uma manifestação na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, nesta sexta-feira (1º). O objetivo principal era pressionar o Congresso Nacional a aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 e a implementação de medidas efetivas contra o feminicídio em todo o país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação contou com a presença de diversas pessoas, que expressaram sua insatisfação com a atuação de parlamentares por meio de camisetas e cartazes.

Desafios na Atualização das Novas Gerações

O professor Marco Antônio Ferreira, da rede pública, destacou um dos principais obstáculos: a dificuldade em convencer as novas gerações sobre a importância de seguir as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente diante do aumento da “pejotização”, ou seja, a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica.

Ferreira argumenta que a luta deve ser gradual e organizada, visando conscientizar a população sobre as transformações no mercado de trabalho e a construção de um cenário mais justo.

Ele ressalta que contratos como os firmados com o MEI podem acarretar a perda de direitos básicos, como férias remuneradas, 13º salário e garantia de salário em caso de doença. A crescente utilização desses contratos, principalmente com MEIs, é vista como um fator de precarização do trabalho e desmotivação para a participação em lutas por direitos.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impacto na Vida dos Trabalhadores

O educador enfatiza que a escala de trabalho 6×1 é considerada desumana, dificultando a vida dos trabalhadores, que mal conseguem conciliar o trabalho com o descanso e o lazer. Essa situação, segundo ele, impede que muitos se dediquem a atividades de organização e defesa de seus direitos.

“É uma forma de desorganizar e desumanizar”, afirma Ferreira, ressaltando a dificuldade que trabalhadores nessa escala enfrentam para defender seus direitos e lutar contra as desigualdades sociais.

Pesquisa Aponta Preferência pela Carteira assinada

Uma pesquisa realizada pela CUT, Fundação Perseu Abramo e outras entidades sindicais revelou que mais da metade (56%) dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada que já tiveram experiência com a CLT, expressaram o desejo de retornar ao regime, caso tivessem a oportunidade. A pesquisa também aponta que quase dois terços (59,1%) dos entrevistados afirmaram preferir ter registro em carteira assinada.

Outro dado relevante é que, em levantamentos, muitas pessoas se declaram empreendedoras, quando na realidade são PJs, afetadas pela precarização do mercado de trabalho.

Feminicídio e a Urgência da Emancipação

A manifestação também abordou a questão do feminicídio e da violência de gênero, com a pedagoga Silvana Santana argumentando que a misoginia é resultado de um projeto colonialista que ainda produz consequências no Brasil. Ela ressalta a importância de proteger as mulheres e reconhecer seus direitos, mas critica a lentidão das medidas públicas e a necessidade de um projeto mais ousado de emancipação dos afrodescendentes.

Santana questiona a violência patrimonial, intelectual e subjetiva, e defende a necessidade de um projeto que promova a libertação das mulheres negras.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!