Magazine Luiza sofre com prejuízo histórico e queda nas vendas em 2026

Magazine Luiza Registra Prejuízo no Primeiro Trimestre de 2026
A Magazine Luiza (MGLU3) apresentou um resultado financeiro impactado no primeiro trimestre de 2026, com um prejuízo líquido de R$ 33,9 milhões. Esse valor representa uma deterioração de 402,7% em relação ao lucro de R$ 11,2 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
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O balanço, divulgado nesta quinta-feira, 7, também revelou um Ebitda ajustado de R$ 717,6 milhões, um pouco abaixo do registrado nos primeiros meses de 2025, com uma margem Ebitda de 7,8%.
Desempenho Financeiro em Detalhe
O resultado negativo foi influenciado por fatores como a sazonalidade do varejo e a estratégia da empresa de priorizar a rentabilidade no digital. Apesar do prejuízo, a companhia ainda apresentou um lucro líquido acumulado de 12 meses de aproximadamente R$ 150 milhões, superando os R$ 200 milhões alcançados no ano passado.
E-commerce e Lojas Físicas
A estratégia de foco em rentabilidade no e-commerce impactou as vendas online, que caíram 11% para R$ 10 bilhões em comparação com o mesmo trimestre de 2025. Essa redução foi observada tanto na operação de estoque próprio (1P) quanto no marketplace (3P).
As vendas do e-commerce 1P diminuíram 8,8% para R$ 6,1 bilhões, enquanto o marketplace registrou uma retração de 14,3% com R$ 3,9 bilhões.
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Em contrapartida, as vendas nas lojas físicas da Magazine Luiza apresentaram um crescimento de 6,9%, atingindo R$ 5,2 bilhões e impulsionando o indicador de vendas em mesmas lojas (SSS) em 6,4%. A empresa concluiu o trimestre com 1.245 lojas, mantendo o número de unidades convencionais e virtuais.
Despesas e Fluxo de Caixa
Despesas financeiras líquidas aumentaram 16,5% para R$ 568,7 milhões, devido ao aumento da taxa Selic. Apesar disso, a empresa manteve um controle de custos, resultando em uma leve queda nominal nas despesas operacionais. O custo total de mercadorias vendidas diminuiu 2,1% para R$ 6,37 bilhões.
O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,51 bilhão, impactado por investimentos em estoques e pela mitigação de problemas na cadeia de suprimentos. A alavancagem da empresa, medida pela relação entre caixa líquido e Ebitda ajustado, também diminuiu para 0,4 vez.
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