Magazine Luiza Aposta na Queda da Selic e Projeta Economia de R$ 1 Bilhão

Magazine Luiza Acompanha Mudanças nas Expectativas com a Selic
A perspectiva de queda da taxa Selic está começando a influenciar o planejamento do Magazine Luiza (MGLU3) para os próximos trimestres. Inicialmente, a varejista enfrentou dificuldades devido aos altos custos de empréstimos, mas agora enxerga um cenário mais favorável com uma redução mais consistente das taxas de juros, o que poderia impactar significativamente suas despesas financeiras.
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O diretor financeiro da companhia, Roberto Bellissimo, destacou que, caso o custo da Selic volte a um patamar mais estável, em torno de 7,5% ao ano, o Magalu poderia economizar aproximadamente R$ 1 bilhão. Essa projeção surge em um momento em que o mercado já prevê continuidade dos cortes de juros, embora em um ritmo menor do que o inicialmente esperado.
Redução nos Custos Financeiros
Após dois cortes consecutivos pelo Banco Central, a expectativa é que a taxa básica de juros alcance cerca de 13% ao ano no final de 2026. Para o Magazine Luiza, essa mudança é crucial, pois a empresa é altamente sensível ao custo do crédito. A redução impactou negativamente o lucro, que caiu 402,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, resultando em um prejuízo ajustado de R$ 55,2 milhões, considerando efeitos não recorrentes.
Uma das principais causas dessa deterioração foi o aumento nas despesas financeiras líquidas, que subiram 16,5%, passando de R$ 488,1 milhões para R$ 568,7 milhões. Esse aumento refletiu o ambiente de juros elevado no país.
Estratégias da Empresa
Apesar do cenário desafiador, o Magazine Luiza adota estratégias para mitigar os efeitos dos juros altos. A empresa trabalha com a antecipação de recebíveis, ajustando-os à curva futura de juros. “Quando ela começa a apontar para um nível menor de juros, isso já traz algum benefício”, explicou Roberto Bellissimo.
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Bellissimo acredita que, com a Selic em um patamar entre 12% e 13% até o final do ano, o Magazine Luiza já sentirá uma melhora significativa nas despesas financeiras, especialmente a partir do quarto trimestre. “Então, a gente já começa no quarto trimestre desse ano a ter um custo de antecipação de recebíveis bem menor do que a gente teve no começo desse ano”, afirmou.
Impacto do Cenário Econômico
O Magazine Luiza é frequentemente citado como uma das empresas mais beneficiadas em um cenário de juros mais baixos. Isso se deve à melhora no consumo, combinada com a redução nos custos financeiros e a ampliação da concessão de crédito. Bellissimo ressaltou que, se o CDI não atingisse 15%, mas um patamar normalizado de 7,5%, a despesa financeira seria R$ 1 bilhão menor.
Críticas e Desafios
A discussão sobre juros altos é recorrente no Magalu. Nos últimos anos, a companhia tem associado o ambiente de crédito caro à desaceleração do varejo e à pressão sobre os resultados. Luiza Helena Trajano, presidente do conselho da empresa, recentemente criticou o nível atual da Selic, mencionando os desafios para empreender no Brasil. “Eu amo esse país.
Eu acredito nele. Não gosto dos juros, mas eu amo o Brasil”, afirmou.
Trajano também destacou a burocracia e os juros de 15% como obstáculos para o empreendedorismo no país.
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