Magalu garante R$ 300 milhões para impulsionar nuvem e soberania digital no Brasil

Magalu garante R$ 300 milhões do BNDES para expandir nuvem! 🚀 Investimento impulsiona soberania digital e reduz riscos no mercado brasileiro. Saiba mais!

30/05/2026 14:50

3 min

Magalu garante R$ 300 milhões para impulsionar nuvem e soberania digital no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Magalu Recebe Financiamento de R$ 300 Milhões para Expandir Serviços de Nuvem

Em uma segunda-feira (25 de maio de 2026), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 300 milhões de reais para a Magalu. Essa é a primeira operação de financiamento direcionada ao crescimento de uma empresa brasileira que oferece serviços de computação em nuvem.

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O investimento visa fortalecer a infraestrutura de nuvem no Brasil, conforme detalhado em um comunicado do banco.

Expansão da Magalu Cloud

A Magalu planeja aumentar sua equipe técnica em 170 profissionais até o ano de 2028, elevando o número total de funcionários para 375. Os recursos, provenientes do programa BNDES Mais Inovação, serão utilizados para expandir a infraestrutura física, adquirir processadores e equipamentos de rede, além de investir em pesquisa e desenvolvimento.

O projeto inclui a criação de um sexto data center em Fortaleza (Ceará) e o fortalecimento da unidade em São Carlos (São Paulo).

Atualmente, a Magalu Cloud opera cinco data centers: três na região metropolitana de São Paulo e dois em Fortaleza. A iniciativa busca reduzir a dependência do mercado brasileiro de serviços de nuvem estrangeiros, sujeitos a flutuações cambiais e a legislações de outros países.

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A empresa pretende atrair clientes do setor público e privado, oferecendo previsibilidade de custos e proteção jurídica baseada nas leis brasileiras.

Soberania na Nuvem e Desafios Legais

O governo brasileiro vê o financiamento como uma medida para diminuir a vulnerabilidade do país no armazenamento de dados. A crescente dependência de serviços de nuvem estrangeiros, como o Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud, representa um risco, especialmente considerando a possibilidade de acesso a dados por autoridades de outros países, como determinado pela Lei de 2018 dos Estados Unidos.

Mesmo com a presença de data centers dessas grandes empresas no Brasil, a Magalu Cloud busca oferecer uma alternativa nacional, com infraestrutura local e cobrança em reais.

O serviço Pix, por exemplo, utiliza a nuvem da Amazon para armazenamento de dados. Da mesma forma, dados do governo federal, como as declarações de Imposto de Renda, e de governos estaduais e municipais, também estão armazenados em nuvens estrangeiras.

A Magalu Cloud visa oferecer uma solução com infraestrutura local, garantindo previsibilidade de custos e proteção jurídica.

Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a iniciativa está alinhada à Política Nacional de Inovação e à estratégia de digitalização do governo de (PT). O mercado de computação em nuvem no Brasil está em forte expansão, impulsionado pela demanda por soluções de inteligência artificial, com expectativa de faturamento de US$ 80 bilhões em 2032.

Concorrência e Crescimento do Setor

A Magalu busca aumentar a concorrência no mercado de nuvem, que é dominado pelas três grandes empresas internacionais. A empresa pretende manter investimentos e capacidade tecnológica no Brasil, oferecendo uma alternativa nacional para processamento e armazenamento de dados.

O setor de computação em nuvem no Brasil está em forte expansão, impulsionado sobretudo pela demanda crescente por soluções de inteligência artificial, segundo dados do BNDES. A expectativa é que o setor passe de faturamento de US$ 20 bilhões em 2024 para US$ 80 bilhões em 2032, com taxa média de crescimento anual de 18,3%.

Frederico Trajano, CEO do Magalu, é também um colaborador do jornal digital Poder360.

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