Lula em Lisboa defende multilateralismo e laços sem fronteiras; o que vem por aí?

Lula defende multilateralismo em Lisboa! Saiba como o presidente brasileiro reafirmou laços comerciais sem preferência com potências globais. Clique e confira!

21/04/2026 16:05

2 min

Lula em Lisboa defende multilateralismo e laços sem fronteiras; o que vem por aí?
(Imagem de reprodução da internet).

Lula defende o multilateralismo em Lisboa e reafirma relações comerciais sem preferências

Durante sua visita à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o multilateralismo em Lisboa nesta terça-feira, dia 21. Ele enfatizou o desejo do Brasil de manter laços comerciais com diversas nações, sem estabelecer qualquer preferência.

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Em conversa com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, Lula declarou que o país não possui inclinação por um bloco comercial específico. “Queremos ter relações com a China, com os Estados Unidos, com a Rússia, com a França. Queremos com todo o mundo, sem preferência”, afirmou.

Busca por paz e negociação global

O presidente brasileiro acrescentou que o foco principal é o multilateralismo e a promoção da paz para que as negociações possam ocorrer de maneira construtiva. Ele fez comentários sobre as mudanças nas políticas comerciais adotadas pelas grandes potências mundiais, sem apontar nomes específicos.

Memórias do livre comércio e protecionismo

Lula relembrou o cenário da década de 1980, quando o livre comércio e a globalização eram vistos como avanços. Ele comentou que, na época, o Brasil ainda apresentava resistência a essas ideias, citando a baixa competitividade nacional.

O presidente criticou aqueles que, no passado, defendiam o livre comércio, mas hoje adotam posturas protecionistas. “Quando começamos a gostar do livre comércio, quem vira protecionista, aquele que nos anos 80 queria que tivesse livre comércio”, pontuou.

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Agenda política e manifestações em Lisboa

A agenda de Lula em Lisboa incluía um encontro posterior com seu homólogo português, António José Seguro, eleito em março para o cargo, cuja participação é vista como um gesto simbólico de mediação. Enquanto isso, o cenário político ao redor do palácio presidencial estava agitado.

Lá fora, o líder da extrema direita portuguesa, André Ventura, juntou-se a um pequeno grupo de manifestantes para protestar contra a visita do presidente brasileiro, acusando-o de envolvimento com corrupção. Em paralelo, uma contramanifestação, organizada pelo braço português do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorreu nas proximidades, em apoio a Lula.

Continuidade da gira europeia

O presidente brasileiro, que tem 80 anos, iniciou na semana passada uma extensa gira por países europeus. Sua passagem por Lisboa faz parte de um roteiro que também inclui paradas na Espanha e na Alemanha.

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