Lula e Hugo Motta buscam acordo histórico sobre o fim da escala 6×1

Acordo crucial em jogo: Lula e Hugo Motta buscam fim da escala 6×1! Negociações intensas com Marinho e Prates definem futuro da jornada de trabalho no Brasil.

10/05/2026 12:04

3 min

Lula e Hugo Motta buscam acordo histórico sobre o fim da escala 6×1
(Imagem de reprodução da internet).

Negociações Decisivas Buscam Acordo sobre a Jornada de Trabalho

A negociação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo político liderado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o fim da escala 6×1 atingiu um momento crucial. As discussões, mediadas pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, visam definir o futuro da jornada de trabalho no Brasil, com propostas que vão desde a redução para 40 horas semanais até modelos mais flexíveis.

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Um Acordo em Construção

O relator do projeto na Câmara, Leo Prates (Republicanos-BA), defende uma transição gradual para a redução da jornada, buscando um equilíbrio entre as demandas do governo e a necessidade de adaptar a legislação. A expectativa é que o projeto seja levado ao plenário da Câmara ainda em maio, possivelmente no dia 27, mas o sucesso da negociação depende da garantia de que não haverá conflitos internos dentro da gestão Lula.

Um voo entre Brasília e João Pessoa reuniu os principais negociadores: Motta, Prates, Marinho e o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP). O objetivo era buscar um consenso e Marinho se comprometeu a dialogar com outras lideranças do governo para acelerar o processo.

Interlocutores envolvidos nas tratativas apontam que esta semana será determinante para definir o formato final da proposta e identificar os pontos de convergência entre o Executivo e a Câmara.

Divergências e Possíveis Soluções

O governo defende a redução da jornada máxima para 40 horas, com aplicação imediata, enquanto as propostas apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (PSOL-SP) sugerem jornadas de 36 e 40 horas, respectivamente. A equipe de Prates busca uma solução intermediária, com 40 horas semanais, mas com uma adaptação gradual, alinhada ao desejo do governo.

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Prates já havia alcançado acordos semelhantes no passado, durante a negociação da redução da jornada de trabalho na Câmara, no ano passado. Apesar de ser favorável a um período de transição, o relator rejeita a inclusão de compensações tributárias, uma medida também descartada pelo governo, em especial pela Secretaria Especial do Tesouro.

Uma alternativa em estudo é permitir que a carga de 40 horas seja distribuída em jornadas diárias superiores a oito horas, abrindo espaço para modelos como a escala 4×3.

Regulamentação e Formato Legislativo

O governo já aceitou que a alteração ocorra por meio de uma PEC, buscando um texto mais enxuto, focado em princípios gerais, como a jornada máxima de 40 horas, a limitação do trabalho a cinco dias por semana e a proibição de redução salarial.

As regras específicas para categorias com jornadas diferenciadas seriam definidas por um projeto de lei complementar, que o governo pretende enviar posteriormente. Essa medida se aplicaria a áreas como saúde e segurança pública, onde escalas como a 12×36 são comuns.

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