Lula e Centrais Sindicais debatem fim do 6×1: o que o PL para jornada de trabalho traz?

Presidente Lula Lidera Diálogo com Centrais Sindicais sobre Jornada de Trabalho
Nesta quarta-feira, dia 15 de abril de 2026, o presidente (PT) se reuniu com centrais sindicais no Palácio do Planalto. Durante o encontro, ele utilizou um boné e discutiu a pauta do fim da escala de trabalho 6 por 1. O governo havia enviado ao Congresso Nacional, na terça-feira (14.abr), um Projeto de Lei (PL) que visa a redução da jornada de trabalho.
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Principais Demandas e Tramitação Legislativa
Na ocasião, os representantes sindicais apresentaram a “Pauta da Classe Trabalhadora”, um documento que reúne 68 reivindicações. Entre os pontos mais destacados está o fim da escala 6×1, pleiteando a redução para 40 horas semanais sem qualquer alteração salarial.
Detalhes do Projeto de Lei no Congresso
Lula encaminhou o PL ao Congresso em regime de urgência, sem detalhar exaustivamente o mérito da proposta. O documento proposto altera dispositivos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e outras legislações relacionadas. O Congresso terá um prazo de 45 dias para votar a matéria.
É importante notar que, por se tratar de um projeto de lei, o texto prevê a possibilidade de veto presidencial, uma medida considerada pelo governo caso o conteúdo aprovado seja alterado durante a tramitação legislativa.
Posicionamento do Governo sobre Questões Trabalhistas
O fim da jornada 6×1 é tratado como uma pauta de alta prioridade para o governo e como uma das bandeiras políticas para a reeleição do petista. Durante o encontro, Lula fez críticas à reforma trabalhista, sancionada pelo ex-presidente (MDB) em 2017.
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Ele afirmou que as mudanças implementadas “legalizaram a precarização do trabalho”. O presidente também manifestou seu desacordo com o fim do imposto sindical, comparando a situação a ações contra o crime organizado. Declarou que, para combater o crime, seria necessário “asfixiar a economia deles”.
Participantes do Encontro e Pautas Abrangentes
Além de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) estiveram presentes. O encontro contou com a participação de 36 representantes de centrais sindicais.
A “Pauta da Classe Trabalhadora” abrange temas variados para o período de 2026 a 2030. Entre as reivindicações listadas estão: combate à pejotização, regulamentação do trabalho por aplicativo, fortalecimento das negociações coletivas e o direito de negociação para servidores públicos.
Perspectivas Futuras para a Justiça do Trabalho
O pedido específico sobre a jornada de trabalho visa a redução para 40 horas, sem perda salarial, deixando a definição das escalas para a negociação coletiva. O tema também foi levado ao presidente da Câmara, (Republicanos-PB), nesta quarta-feira (15.abr), e as centrais sindicais reforçaram a demanda pela redução da jornada no mesmo dia.
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