Lula e Bachelet discutem candidatura à ONU e fortalecimento da América Latina

Lula Recebe Michelle Bachelet em Reunião sobre Candidatura à ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, em uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro teve como principal objetivo discutir a candidatura de Bachelet à secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e abordar temas relevantes da agenda internacional.
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O presidente Lula ressaltou a experiência da ex-líder chilena como um fator que a credencia para liderar a organização global.
Bachelet possui um histórico notável, tendo exercido a presidência do Chile por dois mandatos, liderado o movimento ONU Mulheres e atuado como alta comissária para os Direitos Humanos. Lula enfatizou que a trajetória da ex-presidente chilena a torna uma candidata forte para o cargo, especialmente considerando o desejo de fortalecer a representação da América Latina na ONU.
Apoio Brasileiro e Desafios na Candidatura
O presidente reafirmou o apoio do Brasil à candidatura de Bachelet, mesmo após o governo chileno, liderado por José Antonio Kast, ter retirado o endosso oficial em março de 2026. Apesar dessa mudança, Brasil e México continuam sendo os principais articuladores do nome da ex-presidente chilena.
A disputa pela sucessão de António Guterres é acirrada, reunindo quatro candidatos, incluindo Bachelet, Rafael Mariano Grossi, argentino que dirige a Agência Internacional de Energia Atômica, e Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica.
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Conselho de Segurança e a Escolha do Novo Secretário-Geral
O ex-presidente do Senegal, Macky Sall, também é considerado um possível candidato da África. A decisão final sobre o novo secretário-geral da ONU não será tomada pela Assembleia Geral, mas sim pelo Conselho de Segurança, que conta com os cinco membros permanentes – Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França – com poder de veto.
O nome recomendado pelo Conselho de Segurança precisará do apoio de pelo menos nove dos 15 países membros para ser efetivado. O novo secretário-geral assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027.
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