Lula critica reformas de Temer e PL: o que muda para a classe trabalhadora em 2026?

Lula critica reformas trabalhistas em encontro com centrais sindicais. Saiba o que ele disse sobre a lei de 2017 e o futuro do trabalho!

15/04/2026 19:39

3 min

Lula critica reformas de Temer e PL: o que muda para a classe trabalhadora em 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Presidente Lula Critica Reformas Trabalhistas em Encontro com Centrais Sindicais

Nesta quarta-feira, dia 15 de abril de 2026, o presidente do PT fez uma declaração contundente ao se referir ao ex-presidente do PL, comparando-o a “a coisa que veio depois do [ex-presidente Michel] Temer”. A fala ocorreu durante um encontro no Palácio do Planalto, destinado à entrega da Pauta da Classe Trabalhadora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O petista manifestou críticas severas aos dois ex-presidentes em relação à reforma trabalhista, alegando que ela, na visão dele, “legalizou o trabalho precário“. A reforma, implementada por Michel Temer (MDB) em 2017, foi um ponto central das críticas.

Impactos das Reformas e Precarização do Trabalho

O presidente também abordou a questão previdenciária, afirmando que houve uma precarização significativa. Ele apontou que trabalhadores sem renda ou ganhando menos que um salário mínimo não conseguiram sequer contribuir adequadamente.

Detalhes da Reforma Trabalhista de 2017

A lei sancionada por Temer em julho de 2017 promoveu mudanças profundas na legislação trabalhista. Entre os pontos mais destacados estava o fim do “imposto sindical”, que era a cobrança compulsória equivalente a um dia de trabalho anual, independentemente de o trabalhador ser sindicalizado.

Outro aspecto relevante foi a maior flexibilização nas relações entre empregadores e empregados. Isso incluiu a possibilidade de acordos e negociações que não dependiam da representação sindical dos interesses dos trabalhadores.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Pauta da Classe Trabalhadora para 2026-2030

A Pauta da Classe Trabalhadora compilou 68 reivindicações, abrangendo tanto demandas históricas quanto temas atuais, visando o período de 2026 a 2030. O documento detalha diversas pautas importantes para o movimento sindical.

Principais Reivindicações da Pauta

Entre os pontos levantados, destacam-se a redução da jornada sem perda salarial, o fim da escala 6 por 1, o combate à pejotização, a regulamentação do trabalho por aplicativo, e o fortalecimento das negociações coletivas.

Especificamente sobre a escala de trabalho, o documento pleiteia a redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, e sugere que a negociação coletiva defina e ajuste as escalas de trabalho.

Apoio Governamental e Mobilização Sindical

O encontro contou com a presença de figuras importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, e ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais).

Estiveram presentes também 36 representantes de centrais sindicais.

Em paralelo, o governo havia apresentado um projeto de lei sobre o fim da escala 6 por 1 em regime de urgência na terça-feira (14 de abril), sem detalhar o mérito da proposta. O tema também foi levado ao presidente da Câmara, na quarta-feira (15 de abril).

As centrais sindicais, em Brasília, também pressionaram pela redução da jornada de trabalho no mesmo dia, reforçando as demandas apresentadas na Pauta da Classe Trabalhadora.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!