Lula critica prisão de ativista em Israel e busca libertação imediata de Ávila

Presidente Lula Reage à Prorrogação da Prisão de Ativista em Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua indignação nesta terça-feira (5 de maio de 2026) com a decisão de um tribunal israelense de prorrogar a detenção de Thiago Ávila, um ativista preso após a abordagem da flotilha Global Sumud.
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A situação do ativista, que buscava chegar a Gaza a bordo de um barco interceptado pelas forças israelenses, reacendeu tensões entre os países. O presidente Lula classificou a prisão como “injustificável” e garantiu que, em conjunto com a Espanha – país que também enfrenta questões com a detenção do palestino-espanhol Saif Abu Keshek – está trabalhando para a sua imediata libertação.
Detenção e Extensão da Prisão
O tribunal israelense concedeu uma extensão de quatro dias para a custódia de Thiago Ávila, que permanece preso na prisão de Shikma, localizada em Ashkelon. A solicitação de prorrogação foi feita pelas autoridades israelenses, que argumentaram que a necessidade de mais tempo para a investigação era justificada.
A organização de direitos humanos Adalah informou que o ativista está sob a representação de advogados da ONG.
A flotilha Global Sumud, composta por mais de 50 embarcações originárias da França, Espanha e Itália, partiu com o objetivo de desafiar o bloqueio israelense a Gaza e fornecer ajuda humanitária ao território palestino. Durante a operação, mais de 170 pessoas foram detidas pela Marinha de Israel, incluindo Thiago Ávila e outros ativistas.
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Libertação dos Detidos e Denúncias
Após a detenção inicial na quarta-feira (29 de abril), a maioria dos ativistas foi liberada na sexta-feira (1º de maio) na Grécia e na Turquia. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro tem mantido contato com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA) para acompanhar a situação.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificou o grupo Global Sumud como atuando “clandestinamente em nome do Hamas”.
Thiago Ávila, por sua vez, alega ter sofrido tortura durante sua detenção, descrevendo a experiência como “submetido a extrema brutalidade”, incluindo “ser arrastado de bruços pelo chão e espancado”. Ele também relatou ter sido mantido em isolamento com os olhos vendados.
Reações Internacionais e Condenações
O Itamaraty divulgou uma nota diplomática na sexta-feira (1º de maio) em que condena o que considera um “sequestro” dos cidadãos espanhol e brasileiro em águas internacionais por parte de Israel, exigindo o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek com garantias de segurança.
A nota enfatiza que a ação é uma “ofensa ao direito internacional” e pode ser levada a tribunais internacionais.
A organização Adalah, que acompanha o caso, tem se posicionado na defesa dos direitos humanos e na crítica à política de bloqueio de Gaza imposta por Israel. A situação de Thiago Ávila continua sendo um ponto de tensão nas relações entre Brasil e Israel, com ambos os países buscando soluções diplomáticas para o desfecho do caso.
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