Lula critica interferência em Cuba e cobra reformas urgentes na ONU em 2026

Lula se posiciona contra interferência em Cuba e cobra reformas na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou nesta segunda-feira, dia 20, seuposição firme contra qualquer tipo de interferência em Cuba. Durante um pronunciamento realizado na Alemanha, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, após a assinatura de um acordo entre Brasil e Alemanha, o mandatário fez questão de ressaltar seu posicionamento.
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Lula declarou que é contrário a qualquer país que tente se intrometer nos assuntos internos de outras nações. Ele também enfatizou que “Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos, o que constitui uma vergonha mundial”.
A questão cubana e as tensões geopolíticas
O presidente brasileiro acrescentou que Cuba é um país que nunca teve a oportunidade de se desenvolver plenamente após a revolução, devido ao bloqueio imposto por uma grande potência. Este posicionamento ocorre em um momento de crescente tensão internacional.
Recentemente, o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a ilha caribenha. Em 13 de abril, o republicano chegou a mencionar que, após o Irã, poderia “dar uma passada em Cuba”.
A escalada de tensões
Este episódio representa mais um ponto de atrito entre os dois países. As tensões se intensificaram desde janeiro, após os norte-americanos capturarem Nicolás Maduro e voltarem a focar em Cuba, colocando-a novamente na pauta prioritária de Trump.
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Desde então, o governo republicano tem intensificado esforços diplomáticos e econômicos contra o regime cubano. Analistas interpretam essa movimentação como uma tentativa de desviar o foco midiático e reafirmar sua influência no cenário global.
Cobranças de Lula por mudanças na Organização das Nações Unidas
Em outra frente, Lula defendeu veementemente a necessidade de reformulações no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele criticou o cenário atual, afirmando que “entre a ação dos que provocam guerras e a omissão dos que ficam calados, a ONU está mais uma vez paralisada”.
O presidente brasileiro ressaltou que o mundo necessita urgentemente de mais diálogo e de um maior multilateralismo. Ele enfatizou a importância de renovar o Conselho de Segurança, defendendo a participação de mais nações.
Nações sugeridas para o Conselho de Segurança
Lula citou diversas nações que, segundo ele, deveriam compor o Conselho, incluindo: Alemanha, Índia, Japão, Brasil, Nigéria, Egito e Etiópia.
Sobre as tensões geopolíticas mais amplas, Lula também afirmou que os Estados Unidos não têm o direito de impedir a participação de um membro fundado do G20 no grupo.
Contexto do G20 e declarações passadas
Lembrando de um evento anterior, no final de 2025, Donald Trump havia anunciado que os Estados Unidos não convidariam a África do Sul para a cúpula do G20. O motivo alegado foi a recusa do governo sul-africano em reconhecer ou abordar os alegados abusos de direitos humanos sofridos por Africâneres e descendentes de colonos holandeses, franceses e alemães.
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