Lula condena embargo dos EUA contra Cuba em Hannover: o que ele disse?

Lula Condena Embargo dos EUA Contra Cuba em Hannover
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte crítica ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, um embargo que perdura há décadas. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, dia 20, em Hannover, ele classificou a medida como uma “vergonha global”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em um evento conjunto com o chanceler alemão Friedrich Merz, Lula defendeu a soberania da ilha caribenha. Ele rejeitou veementemente a política de cerco econômico, afirmando que é inadmissível que um país não tenha tido a chance de definir seu próprio rumo após sua revolução.
Princípio Anticolonialista em Foco
“É uma vergonha global que um país não tenha tido a oportunidade, após a revolução, de decidir seu próprio destino, com uma potência impondo um bloqueio, um bloqueio ideológico contra Cuba”, declarou Lula perante os jornalistas presentes.
O presidente brasileiro foi enfático ao declarar sua posição contra qualquer tipo de intervenção internacional. “Portanto, sou contra qualquer bloqueio, sou contra qualquer intervenção em qualquer país, sou contra em Cuba, sou contra na Alemanha, no Brasil, sou contra em qualquer lugar”, afirmou.
Ameaças de Potências Externas
O discurso de Lula também fez alusão a declarações recentes de Donald Trump. O ex-presidente americano havia afirmado no final do mês passado que “Cuba é a próxima”, durante um fórum de investimentos em Miami.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Neste mesmo encontro, Trump também mencionou os sucessos de ações militares americanas na Venezuela e no Irã. Ele frequentemente sugere que o governo de Havana, que enfrenta dificuldades, está prestes a entrar em colapso.
Defesa da Reforma do Conselho de Segurança da ONU
Aproveitando o momento, Lula utilizou a ocasião para pleitear uma reforma significativa no Conselho de Segurança da ONU. Ele argumentou que a manutenção da paz mundial não pode ser um privilégio restrito a poucos membros influentes.
“O Conselho de Segurança não é um privilégio para cinco pessoas que não se preocupam com a paz”, criticou Lula. Ele enfatizou a necessidade de maior representatividade, defendendo que é crucial a participação de um número muito maior de nações no órgão.
A fala reforça a visão de que a governança global precisa ser mais inclusiva para garantir a estabilidade internacional.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


