Lula busca articulação global contra crime organizado com Trump e EUA

Governo Busca Articulação Internacional para Combate ao Crime Organizado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à Segurança Pública ganhou destaque neste domingo (10). O tema é central para o governo, que busca uma articulação internacional para enfrentar o desafio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs a criação de um grupo de trabalho envolvendo diversos países, visando discutir estratégias de combate ao crime organizado.
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Diálogo com os EUA e Visão Coletiva
Durante uma reunião, o presidente Lula comunicou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a intenção de formar um “grupo forte” dedicado ao combate ao crime organizado. Segundo Lula, a responsabilidade deve ser compartilhada entre as nações, sem que um país assuma a liderança.
Ele ressaltou a expertise do Brasil e da Polícia Federal, destacando a necessidade de uma abordagem colaborativa.
Na próxima semana, o governo federal lançará o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa que inclui a formação do grupo de trabalho. Representantes das polícias de países da América do Sul participarão, com base em Manaus (AM), e os Estados Unidos poderão se juntar caso manifestem interesse.
Contexto Eleitoral e Tensão Política
Em ano eleitoral, a segurança pública se tornou uma prioridade para o Congresso e o Executivo, impulsionada pela megaoperação policial no Rio de Janeiro (RJ) em outubro de 2025. O governo já havia enviado ao Congresso a Lei Antifacção, aprovada e sancionada, e a PEC da Segurança, que passou pela Câmara e aguarda análise no Senado desde março.
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O andamento da PEC depende do despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A relação tensa entre o Executivo e o Legislativo, evidenciada pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF em abril, tem levado a base governista a reconsiderar a proposta.
Desafios e Divergências
A PEC, elaborada pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, enfrentou críticas de governadores sobre a possível perda de autonomia dos estados. Além da tensão entre o Legislativo e o Executivo, a base governista no Congresso acredita que a proposta terá dificuldades de aprovação antes das eleições, devido ao foco na aprovação do fim da escala 6×1.
A proposta inclui a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com status constitucional, além da constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Nacional Penitenciário. A disputa entre o governo federal e os estados, somada à resistência do Senado, representam obstáculos significativos para a aprovação da PEC.
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