Lula Acusa China de Assumir Liderança no Comércio com o Brasil

China Assume Liderança no Comércio com o Brasil, Segundo Lula
Em um evento em Brasília, nesta sexta-feira (8 de maio de 2026), o presidente (PT) fez um comentário contundente sobre a relação comercial entre Brasil e China. Ele afirmou que a China se tornou o principal parceiro comercial do país devido ao desinteresse dos Estados Unidos, que, segundo ele, “esqueceram” do Brasil.
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A declaração foi proferida durante o evento “Sente a Energia”, marcando um momento de avaliação da nova dinâmica econômica entre as nações.
O presidente detalhou que, até 2008, os Estados Unidos lideravam o comércio com o Brasil, mas a ascensão da China se deu em um contexto de negligência por parte dos EUA. “Não foi o Brasil que escolheu a China”, enfatizou, ressaltando a mudança de cenário na economia global.
A declaração gerou debates sobre as prioridades comerciais e a importância de diversificar parcerias estratégicas para o Brasil.
A discussão também abordou questões delicadas, como as tarifas de 50% impostas pelo ex-presidente Trump sobre produtos brasileiros, a investigação comercial conduzida pelos EUA e as negociações sobre minerais raros. O presidente Lula expressou tranquilidade em relação à relação com Washington, admitindo ter evitado decisões precipitadas diante de tensões comerciais. “Com 39 graus de febre não tomo decisão”, justificou, demonstrando uma abordagem cautelosa e estratégica.
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Diálogos e Expectativas para o Futuro
Durante o encontro, Lula defendeu a disposição do Brasil em discutir temas sensíveis com os Estados Unidos, como a regulamentação das bigtechs e o combate ao crime organizado. No entanto, ele cobrou reciprocidade, argumentando que os norte-americanos precisam reconhecer a solidez e a capacidade do Brasil. “O que vocês precisam é acreditar que o Brasil não é uma república de banana”, afirmou, buscando estabelecer uma relação de igualdade e respeito.
As agendas políticas discutidas incluíram temas como o Pix, as regras do ambiente digital, tarifas de importação e desmatamento. O presidente ressaltou o trabalho sério do governo brasileiro com os EUA, não apenas para resolver questões comerciais, mas também em uma agenda mais ampla de colaboração.
A busca por um diálogo construtivo e a resolução de divergências comerciais permanecem como desafios importantes para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
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