Leo Prates Defende Fim da Jornada 6×1: “Não Há Preço Caro Demais”

Deputado Defende Redução de Jornada Sem Preocupação com Custos
O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) se manifestou veementemente em favor do fim da escala de trabalho 6×1, declarando que “não há preço que seja caro demais” para se alcançar esse objetivo. Em uma sessão que instalou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a redução de jornada, Prates argumentou que os potenciais impactos financeiros na economia brasileira não justificariam a medida, priorizando sempre o “benefício social” que a redução traria.
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A declaração, feita nesta quarta-feira (29), demonstra uma postura firme do parlamentar em relação à reforma trabalhista.
Votação e Impacto Econômico
O relator planeja apresentar o parecer rapidamente e espera que a votação do texto no plenário da Câmara ocorra até o dia 26 de maio. A discussão central gira em torno dos possíveis efeitos da mudança na economia, com alguns deputados contrários alertando para riscos em setores como o turismo e serviços.
Representantes do setor produtivo, incluindo federações da indústria e a CNC, também se manifestaram contra, temendo danos econômicos decorrentes da medida. A preocupação reside na incerteza jurídica que a alteração constitucional poderia gerar.
Discurso Emocionado e Defesa da Família
Durante a comissão especial, o deputado Prates adotou um tom emocional, buscando uma posição “apartidária” no debate. Ele agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos membros da comissão pela confiança depositada. Prates enfatizou que a “defesa da família” está intrinsecamente ligada ao apoio ao fim da escala 6×1, argumentando que essa escala é um dos fatores que mais prejudicam as famílias brasileiras.
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A discussão se concentra na ideia de que a jornada de trabalho impacta diretamente o bem-estar familiar.
Comissão Especial e Representação Partidária
A Câmara dos Deputados está reunindo uma comissão especial para debater a PEC sobre o fim da jornada de trabalho 6×1. O deputado Alencar Santana (PT-SP) foi escolhido como presidente e Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta. A comissão conta com 38 deputados titulares e 38 suplentes, com forte representação do PL e da federação governista formada por PT, PC do B e PV.
O projeto, que altera a Constituição, ainda precisa ser analisado pelo plenário da Câmara para se tornar lei.
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