Lastlink recebe R$ 28 milhões para impulsionar economia criadora no Brasil

Próxima Fase da Economia Criadora no Brasil: Monetização e Profissionalização
A evolução da economia criadora no Brasil está passando por uma nova fase, que se concentra na monetização e na profissionalização dos criadores de conteúdo. A Lastlink, startup que oferece uma estrutura completa para que criadores vendam produtos e serviços online, acaba de receber um investimento de R$ 28 milhões em sua rodada Série A.
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O investimento foi liderado pela Astella, com participação do grupo controlador da EXAME e da Scale-Up Ventures.
A empresa visa ser a base tecnológica e operacional que permita que qualquer criador – seja na área de fitness, finanças ou mentorias, incluindo eventos e produtos físicos – transforme sua audiência em um negócio escalável. Estima-se que o Brasil possua cerca de 500 mil empreendedores digitais ativos.
A Trajetória da Lastlink
Fundada por Michel Ank, que cresceu em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, e iniciou sua jornada com internet aos 15 anos, passando pela área de tecnologia da cooperativa Copertran e atuando por mais de uma década na Vale, a Lastlink surge como uma solução para desafios de escala.
Inicialmente, Ank desenvolveu a Bume, uma empresa de ferramentas para redes sociais, mas o modelo não era escalável. Em 2020, durante a pandemia, a Lastlink nasceu com a proposta de criar uma “escola digital” para qualquer criador.
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Michel Ank enfatiza que o valor da Lastlink reside na comunidade que se forma em torno dos criadores, e não apenas no conteúdo. Diferente de plataformas com cursos gravados, a Lastlink reconhece que o engajamento, o acesso e a interação são fatores cruciais para a disposição dos clientes em pagar.
Como Funciona a Lastlink
A Lastlink opera como uma infraestrutura “plug-and-play” para criadores digitais. A plataforma oferece links exclusivos para venda de produtos e serviços, com gestão automatizada de pagamentos (Pix, cartão, recorrência), relatórios, membros, marketing digital e um aplicativo próprio para a base de clientes.
Conforme explica Michel Ank, o criador se concentra em criar e vender, enquanto a Lastlink cuida de todo o restante da operação. O foco é nos “creatorpreneurs”, indivíduos que buscam profissionalizar seus negócios digitais, mas enfrentam dificuldades operacionais devido à falta de estrutura, recorrência e confiança.
Expansão e Estratégia da Lastlink
Além da tecnologia, a Lastlink pretende construir uma comunidade de apoio para os criadores, reunindo profissionais das áreas de fitness, finanças, educação e saúde, todos com o objetivo de transformar a vida das pessoas através do conhecimento aplicado.
A rodada de investimento de R$ 28 milhões será utilizada para expandir a tecnologia da Lastlink, atrair talentos e consolidar a base operacional. O objetivo é que a Lastlink se torne a base para milhões de criadores nos próximos anos, assim como o e-commerce revolucionou o varejo.
Para a Astella, o investimento na Lastlink é estratégico, considerando a empresa como a infraestrutura da nova economia digital no Brasil, com potencial para liderar a categoria.
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