Kristina Martinelli: Demissão e IA Transformam Experiência em Negócio de Sucesso

Kristina Martinelli, 55 anos, transforma demissão em negócio inovador com IA! 🚀 A ex-executiva enfrenta etarismo e cria consultoria focada em inteligência

11/05/2026 11:19

3 min

Kristina Martinelli: Demissão e IA Transformam Experiência em Negócio de Sucesso
(Imagem de reprodução da internet).

Experiência e IA: Uma Nova Jornada Profissional

Kristina Martinelli, aos 55 anos, enfrentou uma demissão inesperada de um grande banco americano. A situação a confrontou com a questão do etarismo, um problema crescente no mercado de trabalho, conforme apontado por estudos como o Talent Trends 2025 da Michael Page, que revela que 41% dos profissionais brasileiros já relataram ter sofrido discriminação por idade.

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Diante desse cenário, ela decidiu transformar a adversidade em oportunidade, lançando em 24 horas uma consultoria especializada em inteligência artificial.

“Eu deveria continuar em uma indústria que se recusa a valorizar meu trabalho enquanto uma profissional mais experiente?”, escreveu para o Business Insider. A resposta veio em forma de iniciativa empreendedora, focada em seus conhecimentos e na crescente demanda por consultoria em IA.

A coaigence, como ela batizou sua empresa, nasceu da necessidade de transformar sua experiência em um negócio próspero.

“Eu sabia que meus serviços de IA atrairiam executivos porque tenho décadas de experiência em consultoria e elaboração de estratégias para eles”, contou. Ela se autodenominou “engenheira de prompts”, dedicando-se a aprender a interagir com as ferramentas de IA de forma eficaz, construindo GPTs personalizados e focando em entregar resultados práticos.

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Inicialmente, o ChatGPT foi sua principal ferramenta. Ela utilizou o chatbot para criar um “bot” que simulava seu próprio pensamento, inserindo seus conhecimentos e objetivos em um PDF. A partir daí, expandiu seu uso para outras plataformas, como Claude (para organização de informações), Perplexity (para pesquisa com fontes citadas), Gemini, Copilot e Grok (para tarefas específicas e comparações).

A empresa utiliza seis ferramentas de IA na rotina, cada uma com função específica, de pesquisa a redação.

“Sou muito fã do Claude. Ele é ótimo para organizar as informações de forma concisa, clara e formatada. Também uso o Perplexity, que é uma ferramenta incrível para pesquisa porque cita os exemplos”, conta. No entanto, Kristina admite um erro importante: assinar todas as ferramentas de IA simultaneamente.

Ela desaconselha essa prática, recomendando começar com versões gratuitas, testar por pelo menos 30 dias e assinar apenas se a ferramenta se mostrar útil no dia a dia.

“É muito fácil se deixar levar por assinaturas. Já me dei mal tantas vezes achando que ia economizar dinheiro. Em um mês, aquela ferramenta pode estar em terceiro lugar na minha lista de compras”, diz. A recomendação dela é começar gratuito, testar por pelo menos 30 dias, e só assinar a versão paga depois de comprovar utilidade diária.

Hoje, aos 55 anos, Kristina não tem medo da IA. “Eu uso esse mantra o tempo todo: ‘sinta o medo e faça mesmo assim’”, revela. O caso dela ilustra um movimento crescente entre profissionais maduros: usar IA não como ameaça à carreira, mas como alavanca para reinventá-la.

Em um mercado que ainda discute o etarismo, aprender a operar IA pode ser o diferencial que mantém profissionais experientes na linha de frente.

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