“Kayara: A Princesa Inca” Disputa Prêmio Platino e Revela Tesouros da Cultura Peruana

“Kayara: A Princesa Inca” Concorre ao Prêmio Platino de Animação
O filme “Kayara: A Princesa Inca” está em destaque, disputando o Prêmio Platino de Animação, reconhecido como o principal prêmio do cinema ibero-americano. A produção em 3D narra a história de uma adolescente peruana que desafia tradições ao almejar integrar o grupo de mensageiros do Império Inca, conhecidos como “chasqui”. A cerimônia de premiação acontecerá em 9 de maio, no México.
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Uma Jornada no Peru Pré-Hispânico
A animação, resultado da colaboração entre Peru e Espanha, estreou no Brasil em 2025 e atualmente está disponível em plataformas de streaming. A trama acompanha Kayara, uma jovem com talento excepcional para corrida, que busca a função de “chasqui” no império multiétnico que se estendia desde o Peru até a Argentina, atravessando a cordilheira dos Andes. A personagem enfrenta expectativas sociais, contando com o apoio de seu porquinho-da-índia e dos espíritos das montanhas.
Valorização da Cultura Latina
O diretor-executivo do Instituto Daniel Carmona Leite, Daniel Carmona Leite, destaca a importância do filme para valorizar a paisagem latina e as tradições pré-colombianas. “É fundamental que nossas crianças assistam a filmes ambientados em nossa região, promovendo o valorização da cultura local”, afirmou. Carmona Leite lidera uma associação que visa promover o audiovisual infantil e infanto-juvenil ibero-americano.
Desafios e Oportunidades no Cinema Infantil
Carmona Leite ressalta a necessidade de fomentar a produção de obras infantis e infanto-juvenis de forma sustentável, apesar da existência de bons conteúdos já existentes. Ele cita o filme “Tarsilinha” e produções da Turma da Mônica como exemplos no Brasil. A produção “Kayara” surge como um modelo para famílias que buscam personagens de princesa distintos dos convencionais, com uma origem andina que substitui as referências nórdicas.
Reconhecimento e Limitações
Marina Tedesco, professora de cinema da Universidade Federal Fluminense e especialista em cinema latino, elogia a personagem resiliente de “Kayara”, que rompe com papéis tradicionais para mulheres na civilização Inca. Tedesco, que também foi professora, revela que gostaria de ter assistido ao filme quando criança, devido à predominância de animações americanas na época. Ela reconhece que, apesar das limitações estéticas, o filme tem boa aceitação no público devido a elementos visuais familiares.
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Concorrência no Prêmio Platino
A categoria de melhor filme de animação do Prêmio Platino reúne cinco produções de diferentes países da região. “Kayara” compete com “Eu Sou Frankelda”, uma produção mexicana em stop-motion de fantasia sombria, e com dois longas-metragens voltados para o público adulto: “Olívia e as Nuvens” e “Decorado”. Ambos os filmes conquistaram prêmios em competições realizadas em seus respectivos países. O texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil em 4 de maio de 2026, e adaptado para o padrão do Poder360.
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