Justiça paralisa Complexo Minerário de Fábrica em Ouro Preto após grave incidente!

Alerta em Minas! Justiça paralisa Complexo Minerário Fábrica após rompimento catastrófico. Saiba mais!

09/02/2026 9:57

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(Imagem de reprodução da internet).

A Justiça de Minas Gerais determinou, na última sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a paralisação imediata de todas as atividades no Complexo Minerário de Fábrica, localizado em Ouro Preto. A decisão, em grande parte, respondeu a uma solicitação do Ministério Público de Minas Gerais e do Estado, decorrente de um incidente ocorrido na Cava Área 18.

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O problema começou com o rompimento de uma estrutura, e a ordem judicial exige que apenas ações essenciais para mitigar riscos e proteger o meio ambiente sejam permitidas. A prioridade é garantir a estabilidade e a segurança das estruturas do empreendimento antes que qualquer operação seja retomada.

Detalhes da Decisão Judicial

A investigação aponta para falhas no sistema de drenagem e o uso inadequado da cava como reservatório de água e rejeitos como fatores que agravaram o incidente. O Ministério Público ressaltou que a comunicação tardia da Vale ao Núcleo de Emergência Ambiental, mais de 10 horas após o rompimento, também contribuiu para o atraso na resposta.

Condições e Prazos da Vale

A Vale foi autorizada a cumprir uma série de determinações, incluindo a adoção imediata de medidas de contenção e controle do extravasamento, a apresentação de relatórios técnicos detalhados e a implementação de ações para assegurar a segurança de trabalhadores e moradores da região.

Além disso, a empresa deve elaborar planos de monitoramento da qualidade da água e de recuperação ambiental das áreas afetadas.

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Bloqueio Cautelar e Multas

O pedido do Ministério Público e do Estado de Minas Gerais para o bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão nas contas da empresa não foi aceito pela Justiça. Caso a Vale não cumpra as determinações judiciais, a empresa poderá ser multada em R$ 100 mil por dia, com um limite de R$ 10 milhões.

Ações da Vale e Monitoramento

A Vale informou que está trabalhando para restabelecer as condições das áreas afetadas, reforçar a segurança operacional e manter a transparência com as autoridades e a sociedade. A empresa implementou sistemas de videomonitoramento e medição de nível em tempo real e iniciou intervenções na Cava 18, além de limpeza do Sump Freitas II.

A Vale também realiza desassoreamento dos sumps, inspeções na rede de drenagem e melhorias em acessos nas minas de Viga e Fábrica. O monitoramento ambiental diário em córregos é realizado e os resultados são compartilhados com os órgãos competentes.

Contexto e Impacto

O incidente ocorreu em um período de chuvas intensas na região. A água com sedimentos avançou sobre a Unidade Pires, da CSN Mineração, e atingiu o rio Goiabeiras, que corta áreas urbanas de Congonhas, antes de desaguar no rio Maranhão, já na região central do município.

A situação se soma aos desafios relacionados ao rio Paraopeba, que também foi afetado pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

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