JD Vance e Trump: O que realmente impede paz entre EUA e Irã?

JD Vance fala sobre EUA-Irã: desconfiança persiste, mas Trump planeja retomar diálogos no Paquistão. O que será negociado?

14/04/2026 20:10

3 min

JD Vance e Trump: O que realmente impede paz entre EUA e Irã?
(Imagem de reprodução da internet).

Negociações EUA-Irã: Desconfiança Persiste Apesar de Avanços em Diálogo

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, comentou nesta terça-feira, dia 14, que a desconfiança entre Washington e Teerã é profunda e não será resolvida rapidamente. Contudo, ele sinalizou que os negociadores iranianos demonstram vontade de alcançar um acordo, e Vance expressou sentir-se “muito bem com a situação atual”.

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O presidente americano Donald Trump anunciou nesta mesma terça-feira que as conversas para encerrar o conflito com o Irã podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias, após o insucesso das negociações realizadas no fim de semana. Esse fracasso levou os Estados Unidos a impor um bloqueio aos portos iranianos.

Pontos de Tensão nas Conversas de Paz

O frágil cessar-fogo de duas semanas entre as nações ainda está em curso. Vance participou das discussões no Paquistão no último fim de semana. Em um evento do Turning Point USA, ele reforçou que “Há muita desconfiança, é claro, entre o Irã e os Estados Unidos da América.

Não se resolve esse problema da noite para o dia”.

Principais Divergências em Pauta

Apesar das sugestões de uma nova rodada de negociações, as principais áreas de desacordo entre Irã e Estados Unidos permanecem claras. Estão em foco o programa nuclear iraniano e o controle que Teerã exerce sobre o Estreito de Ormuz.

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JD Vance havia afirmado na segunda-feira, dia 13, que se as “linhas vermelhas” de Washington sobre as ambições nucleares do Irã forem respeitadas, “este pode ser um [acordo] para ambos os países”.

Exigências Inegociáveis de Washington

Segundo Vance, o presidente Donald Trump possui dois pontos considerados inegociáveis: a remoção do urânio enriquecido do Irã e a implementação de mecanismos de verificação para impedir o desenvolvimento de armamentos nucleares.

As autoridades americanas informaram à CNN que, embora ambos os lados tenham proposto suspender o enriquecimento de urânio iraniano, ainda não houve consenso sobre a duração dessa pausa. Outras divergências incluem o ritmo e a extensão do alívio das sanções, o desbloqueio de bens em contas externas, o apoio de Teerã a grupos como o Hezbollah e os Houthis, e restrições ao programa de mísseis balísticos.

O Debate sobre o Estreito de Ormuz e o Urânio

Os EUA também demandam a plena capacidade de enriquecimento nuclear do Irã, que sofreu danos significativos durante bombardeios americanos no ano passado. Os iranianos, por sua vez, recusam-se a abrir mão de seu urânio altamente enriquecido, já se oferecendo para diluí-lo.

A Agência Internacional de Energia Atômica estimou que o Irã possuía 460 quilos de urânio enriquecido a 60% de pureza no ano passado. Além disso, o Irã enfatiza que a livre navegação pelo Estreito de Ormuz só será restabelecida como parte de um pacto mais amplo, enquanto os EUA exigem a reabertura imediata da passagem.

Perspectivas Futuras para o Diálogo

Vance declarou à Fox News na segunda-feira, dia 13: “Precisamos ver o Estreito de Ormuz totalmente aberto. E este é, francamente, um dos pontos em que os iranianos tentaram mudar as regras do jogo durante a negociação”.

Adicionalmente, o Irã insiste em receber garantias internacionais de que não será alvo de novos ataques, e não apenas um acordo de cessar-fogo.

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