Itaú Unibanco e Desenrola 2.0: Estratégias para Aliviar Dívidas de Famílias

Itaú Unibanco Enfatiza Papel na Criação do Desenrola 2.0
O presidente-executivo do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, detalhou o envolvimento do banco na estruturação do Desenrola 2.0, destacando a importância de alinhar o programa com as práticas de mercado já existentes. Em declarações, Maluhy ressaltou que o objetivo central foi criar incentivos que não distorcessem o crédito, buscando auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade financeira.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O banco trabalhou em conjunto com o Ministério da Fazenda e outras instituições financeiras, através da FEBRABAN, para garantir que o programa fosse eficaz e sustentável.
Foco em Famílias em Dificuldade
Maluhy explicou que os critérios de elegibilidade do Desenrola 2.0 – famílias com renda de até cinco salários mínimos e dívidas entre 90 dias e dois anos – foram definidos com base em um perfil já identificado como enfrentando dificuldades financeiras.
Ele enfatizou que o programa visava oferecer suporte a essas famílias, sem criar distorções no mercado de crédito. O executivo ressaltou a necessidade de prazos e descontos adequados para evitar impactos negativos no sistema financeiro.
Operação e Desafios da Desnegativação
O Itaú já está operando com o Desenrola 2.0, atendendo clientes que se encaixam nos critérios estabelecidos. No entanto, Maluhy alertou que a desnegativação – processo de regularização da situação do cliente – exige a resolução de dívidas com todos os credores, não apenas com o banco.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele também apontou que o Desenrola 2.0 é um programa temporário, criado em resposta a momentos de crise econômica, como o Desenrola 1.0, que surgiu após o período da pandemia.
Novas Abordagens e Expectativas
Em resposta a perguntas sobre uma possível fase do Desenrola 2.0 voltada para clientes com orçamento apertado, mas em processo de pagamento de dívidas, Maluhy confirmou ter acompanhado as discussões do governo. Contudo, ressaltou que ainda não houve conversas estruturadas com as instituições financeiras sobre essa nova abordagem.
Ele considerou que essa fase seria “mais desafiadora na concepção” do que o modelo atual, devido à complexidade de atender um público com diferentes perfis de endividamento. O Itaú aguarda o convite da Febraban para participar do debate e definir os próximos passos.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


