Israel Ataca Beirute em Operação que Viola Acordo de Paz e Destoca Comandante do Hezbollah

Israel ataca Beirute, quebra acordo! Operação visa comandante do Radwan. Crise no Líbano aumenta após ataque.

06/05/2026 23:06

2 min

Israel Ataca Beirute em Operação que Viola Acordo de Paz e Destoca Comandante do Hezbollah
(Imagem de reprodução da internet).

Israel Realiza Ataque em Beirute, Desafiando Acordo de Cessar-Fogo

Em uma ação que marca a primeira ofensiva israelense na capital do Líbano, Beirute, nesta quarta-feira (6 de maio de 2026), as forças israelenses realizaram um ataque contra a cidade. O ataque representa a primeira ação militar israelense na cidade desde o acordo de cessar-fogo estabelecido em abril de 2026.

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O objetivo do ataque, segundo informações oficiais, era neutralizar um comandante da força de elite Radwan, pertencente ao Hezbollah.

Alvo e Consequências do Ataque

De acordo com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o alvo do ataque foi um comandante da força de elite Radwan do Hezbollah. A agência de notícias confirmou a morte do comandante no ataque. Netanyahu justificou a ação, afirmando que o ataque foi realizado com o ministro da Defesa Israel Katz, visando “neutralizar” o comandante.

O cessar-fogo, estabelecido em 16 de abril, foi novamente violado no sábado (2 de maio) com ataques mútuos entre o exército israelense e o Hezbollah, mesmo com a existência do acordo.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, em declarações à Agência Nacional de Notícias do Líbano, expressou a opinião de que é cedo para discutir reuniões de alto nível entre Líbano e Israel. Salam enfatizou que o Líbano não busca “normalização com Israel, mas sim alcançar a paz”, destacando que a demanda mínima é um cronograma para a retirada das forças israelenses do país.

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Disputas Territoriais e Tragédia Humana

O cessar-fogo de três semanas, estabelecido em 23 de abril, foi resultado de uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e a embaixadora do Líbano, Nada Moawad. No entanto, o Hezbollah não participou das negociações, alegando ter o “direito de resistir” às forças de ocupação israelenses.

A situação permanece tensa, com o grupo paramilitar continuando suas operações.

Em 26 de abril, uma tragédia se abateu sobre a população civil libanesa. Uma criança brasileira de 11 anos, sua mãe e seu pai libanês foram mortos em um ataque das Forças de Defesa de Israel em Bint Jbeil, no sul do Líbano. A família estava em sua residência quando foi atingida por um bombardeio.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou o ataque, classificando-o como “inaceitável” e reiterando sua “mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo”.

Dados oficiais indicam que, até 30 de abril, a guerra no Líbano já havia causado a morte de 2.586 cidadãos e deixado 8.020 feridos.

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