Irmão de Ciro Nogueira Envolvido em Operação Compliance Zero: Detalhes Surpreendentes

Alvo da Operação Compliance Zero: Irmão de Ciro Nogueira Envolvido em Investigação
Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP), está sob investigação como parte da 5ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A medida inclui o uso de tornozeleira eletrônica, a apreensão do passaporte e a colaboração com as autoridades para outros indivíduos ligados ao caso.
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A investigação se concentra no papel de Raimundo como administrador formal da CNLF, uma empresa que, sob a presidência de Felipe Cançado Vorcaro – primo do senador – operou com valores significativamente inferiores ao mercado. As transações, avaliadas em R$ 13 milhões, foram realizadas por apenas R$ 1 milhão.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, a permanência de Raimundo na CNLF não foi coincidência, mas sim uma estratégia para fornecer uma estrutura jurídica e documentação para uma operação que era vista como um mecanismo dissimulado de transferência de recursos.
O envolvimento de Raimundo já remonta ao período em que ele atuou como secretário parlamentar no gabinete de Ciro Nogueira, quando o senador ainda era deputado federal nas décadas de 1990 e 2000.
Além disso, Raimundo possui experiência no setor público, tendo sido presidente da Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí S/A). A Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025, tem como objetivo principal investigar crimes relacionados ao Banco Master, buscando combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que compõem essa rede.
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A operação resultou na prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, e também em ordens de busca e apreensão, incluindo a confisco de veículos de luxo, obras de arte e relógios, após requisição do Ministério Público Federal para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira.
Esses títulos, vendidos a outro banco e posteriormente substituídos pelo Banco Central, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. Em 2026, a operação também prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), que foi acusado de receber propina para viabilizar a compra do Master e coordenar pressões internas.
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