Irã ameaça retaliação militar após apreensão de navio em operação dos EUA no Golfo de Omã

Irã ameaça retaliação militar após apreensão de navio em operação dos EUAO no Golfo de Omã. Trump detalha o confronto e o bloqueio de TOUSKA. Saiba mais!

20/04/2026 03:04

2 min

Irã ameaça retaliação militar após apreensão de navio em operação dos EUA no Golfo de Omã
(Imagem de reprodução da internet).

Irã Ameaça Retaliação Após Apreensão de Navio em Operação dos EUA

O Irã ameaçou responder militarmente contra os Estados Unidos após forças americanas atacarem e apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã, ocorrido neste domingo, dia 19.

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A ação foi inicialmente divulgada pelo presidente americano, Donald Trump, que detalhou o incidente em uma publicação na rede social Truth Social.

Detalhes do Confronto no Golfo de Omã

Trump afirmou que o navio, identificado como TOUSKA, possuía cerca de 275 metros de comprimento e um peso comparável ao de um porta-aviões. Segundo ele, a embarcação tentou ultrapassar o bloqueio naval americano, mas foi impedida.

Intervenção da Marinha dos EUA

O texto relata que o destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA, USS SPRUANCE, interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã. A tripulação iraniana teria se recusado a acatar os avisos de parada.

Conforme o relato, o navio americano deteve a embarcação, resultando em um dano na casa de máquinas. Os fuzileiros navais dos EUA estariam detendo a tripulação iraniana no local.

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Confirmação e Impacto do Bloqueio

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou a operação em nota oficial, indicando que a embarcação ignorou os avisos por aproximadamente seis horas antes da intervenção. O destróier teria desativado a propulsão do Touska.

Adicionalmente, o comando informou que, desde o início do bloqueio, vinte e cinco navios comerciais foram forçados a recuar ou a retornar aos portos iranianos.

Reação Oficial do Irã

O principal comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, classificou o episódio como um ato de “pirataria armada”. Um porta-voz confirmou que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão.

Antes mesmo do ataque, o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, já havia criticado o bloqueio, acusando Washington de violar o direito internacional e aumentar as tensões na região.

Tensão no Estreito de Ormuz

Nos últimos dias, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz voltou a ser afetado após ataques a embarcações. No sábado, dia 18, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque, e outra embarcação foi atingida por um projétil não identificado, segundo autoridades marítimas do Reino Unido.

Dados da plataforma Marine Traffic apontam que diversas embarcações desviaram da área, buscando rotas mais seguras no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A Guarda Revolucionária Islâmica alertou que poderia bloquear o estreito, considerando qualquer navio próximo como colaborador de forças inimigas.

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