IPCA-15 de Abril: Alerta no Banco Central e Inflação Persiste em 2026

IPCA-15 de Abril Revela Pressões Inflacionárias e Cautela do Banco Central
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) referente a abril de 2026 apresentou um resultado abaixo do esperado, mas com uma composição preocupante. A taxa de 0,89% gerou alertas entre economistas e pode influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na 4ª feira, dia 29 de abril.
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A expectativa era de que o IPCA-15 atingisse entre 0,90% e 1,02%, mas a leitura real, com uma queda de 0,89% em relação ao mês anterior, pressiona o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa na definição da taxa Selic. Alexandre Maluf, economista da , ressaltou que, apesar do resultado abaixo do esperado, a composição do índice revela uma situação preocupante.
Fatores que Influenciaram o Resultado
A principal influência na queda do IPCA-15 foi o desempenho das passagens aéreas, onde os preços coletados em fevereiro (antes da guerra) impactaram o resultado. Economistas preveem que, a partir de maio, as leituras do IPCA-15 devem ser mais fortes devido a esse “gargalo” no preço do querosene de aviação.
Além disso, a deflação de 14,32% observada na categoria de combustíveis, com destaque para a gasolina (6,2%) e o óleo diesel (16%), contribuiu para a composição menos favorável do índice.
Pressões Inflacionárias em Diversas Categorias
Mesmo com a queda no IPCA-15, outras métricas revelam pressões inflacionárias. A média dos núcleos, que mede a variação de preços de bens e serviços mais voláteis, atingiu 5% no acumulado de 3 meses, enquanto os serviços subjacentes estão próximos de 6%.
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Preços de industrializados, como automóveis e eletrodomésticos, e semiduráveis, como vestuário, também contribuíram para essa dinâmica. O ASA estima que a inflação de 2026 será de 5%, com a persistência da pressão inflacionária devido aos efeitos do conflito no Oriente Médio.
Análise e Perspectivas Futuras
Leonardo Costa, economista do , avaliou o balanço qualitativo do IPCA-15 de abril como pior do que o projetado, com uma pressão maior nos bens industrializados. Ele apontou duas hipóteses para o movimento de alta: mudança de sazonalidade nos reajustes de preços e antecipação de riscos geopolíticos decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Os serviços, por sua vez, mantêm um patamar elevado, com a média móvel de 3 meses rodando em 5,3% anualizados.
O Itaú registrou que a alta de 0,89% foi próxima da estimada (0,90%), com o economista-chefe Mario Mesquita destacando o “qualitativo pior” do índice, com surpresas altas em industriais subjacentes, concentradas principalmente em higiene pessoal e vestuário, possivelmente refletindo efeitos indiretos do choque do petróleo.
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