Inflação Argentina em Março de 2026: O que Javier Milei não esperava? Veja os dados!

Inflação argentina em março de 2026 atinge 3,4%! O que causou a quebra da estabilidade sob Javier Milei? Saiba os detalhes do INDEC.

14/04/2026 21:16

3 min

Inflação Argentina em Março de 2026: O que Javier Milei não esperava? Veja os dados!
(Imagem de reprodução da internet).

Inflação Argentina em Março de 2026 Atinge 3,4%, Interrompendo Estabilidade

A Argentina registrou um aumento na inflação em março de 2026, marcando 3,4%. Esse índice interrompeu a estabilidade observada nos dois primeiros meses do ano, período sob a gestão de Javier Milei, do partido A Liberdade Avança. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 14 de abril de 2026, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo da Argentina.

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Acumulado Trimestral e Anual Apresentam Variações Notáveis

Com essa elevação mensal, o acumulado do primeiro trimestre saltou para 9,4%. Apesar da aceleração em março, o índice inflacionário acumulado em 12 meses mostrou um ligeiro recuo, caindo de 33,1% em fevereiro para 32,6% em março.

Principais Impulsionadores da Inflação

Os pontos mais destacados apontam que a variação mensal subiu 0,5 ponto percentual em relação aos 2,9% de fevereiro. A área de Educação liderou os aumentos, impulsionada pelo início do ano letivo, registrando 12,1% de alta.

Outros setores importantes foram os preços regulados, que subiram 5,1% devido a tarifas e transportes. Além disso, o núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, avançou 3,2%.

Setores em Destaque e Causas Econômicas

O setor de Transporte foi responsável pelo segundo maior avanço, com elevação de 4,1%. Esse aumento foi puxado por combustíveis, passagens aéreas e transporte público. O movimento reflete o aumento dos preços internacionais do petróleo, pressionando os custos de combustíveis em meio a tensões geopolíticas e restrições de oferta.

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O grupo “Habitação, água, eletricidade e gás” também registrou alta, subindo 3,7%. O relatório técnico do INDEC aponta que o aumento geral dos preços foi motivado por fatores sazonais e pelo ajuste de tarifas públicas.

Análise Detalhada dos Índices e Disparidades Regionais

O INDEC observou que, embora a divisão de Alimentos e bebidas não alcoólicas tenha acompanhado a média nacional (3,4%), o item Carnes e derivados teve um aumento expressivo de 6,9% na região da GBA (Grande Buenos Aires), sendo o principal componente regional de incidência.

Em contrapartida, os itens estacionais, como frutas e verduras, apresentaram a menor alta, com apenas 1,0%. Em relação a serviços e bens, a inflação de março foi mais intensa no setor de serviços, que subiu 4,2%, enquanto os bens tiveram variação de 3,0%.

Variação Regional do Custo de Vida

Houve uma disparidade regional notável no custo de vida. O Nordeste registrou um índice de 4,1%, enquanto a Patagônia apresentou o menor índice, ficando em 2,5%.

Comparativo com Fevereiro e Contexto Macroeconômico

O dado de março quebrou a tendência de fevereiro, quando a inflação mensal havia se mantido em 2,9%, um patamar semelhante ao de janeiro. Naquele período, o resultado foi visto como um sinal de desaceleração após cinco meses consecutivos de alta.

Em fevereiro, o grupo “Educação” havia apresentado uma das menores variações, com apenas 1,2%. Por outro lado, “Habitação e serviços básicos” indicavam uma pressão inflacionária maior, com alta de 6,8% no mês anterior.

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