Indústria do Alumínio em Alerta: Exportação de Sucata Coloca Futuro em Risco

Exportação de Sucata de Alumínio Ameaça à Indústria Nacional
A indústria brasileira do alumínio enfrenta um desafio significativo com o aumento da exportação de sucata do metal. Segundo a presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a situação tem gerado impactos negativos no setor.
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A reciclagem do alumínio é fundamental para a produção de diversos produtos industriais, e a exportação em larga escala levanta preocupações sobre a disponibilidade do material reciclado no país.
Necessidade de Restrições e Mecanismos de Controle
A executiva defende a implementação de restrições à venda de sucata para outros países, argumentando que existem mecanismos dentro das regras de comércio internacional que podem ser utilizados para proteger a indústria nacional. Ela ressalta a importância da sucata como componente essencial na fabricação de diversos itens, como rodas automotivas e embalagens, com diferentes proporções de alumínio primário e secundário, proveniente da reciclagem.
O consumo de alumínio no Brasil ainda é relativamente baixo, com 8,8 kg por pessoa ao ano, inferior à média global de 22,4 kg. No entanto, a Abal identifica um potencial significativo de crescimento nesse consumo, impulsionado pela expansão da demanda por produtos de alumínio no mercado interno.
A indústria tem investido na coleta de material para reciclagem, mas enfrenta dificuldades desde o final de 2024 para garantir o fornecimento de sucata.
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Desafios na Cadeia de Reciclagem
A sucata, em alguns casos, é vendida a preços comparáveis aos do alumínio primário, o que a torna menos atraente para as indústrias brasileiras. Essa dinâmica é influenciada por intermediários na cadeia de reciclagem, que lucram com a diferença de preço entre a oferta e a demanda.
A presidente da Abal destaca a importância de garantir que os catadores, que estão na base da cadeia, também se beneficiem da reciclagem do alumínio.
A indústria de alumínio brasileira possui vantagens competitivas, como a maior reserva global de bauxita, o minério utilizado na produção de alumínio, e a posição de destaque na produção de alumina, o minério refinado da bauxita. Apesar das dificuldades enfrentadas a partir de 2016, com o desligamento de várias fábricas, a indústria tem demonstrado capacidade de recuperação, atualmente ocupando a 9ª posição global na produção de alumínio primário.
Eficiência Energética e Mix de Produção
A reciclagem de alumínio apresenta uma vantagem significativa em termos de consumo de energia, utilizando 95% menos energia do que a produção de alumínio primário. A Abal destaca que o mix de produção primária e secundária, com cerca de 57% do consumo de produtos de alumínio proveniente da reciclagem, contribuiu para a autossuficiência do país no suprimento de metal.
O mercado já está precificando o fim do conflito no Oriente Médio, mas a exportação de produtos de maior valor agregado, como o alumínio primário, continua sendo uma estratégia importante para a indústria.
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