Incêndios Globais Devastam o Planeta em 2026: Alerta Máximo pela WWA

Incêndios globais atingem níveis alarmantes em 2026! 150 milhões de hectares devastados em todo o mundo. África e Ásia sofrem com destruição sem precedentes. A

18/05/2026 18:45

4 min

Incêndios Globais Devastam o Planeta em 2026: Alerta Máximo pela WWA
(Imagem de reprodução da internet).

Incêndios Globais Alcançam Níveis Alarmantes em 2026

Entre janeiro e abril de 2026, o mundo testemunhou um desastre ambiental sem precedentes, com incêndios que devastaram 150 milhões de hectares em diversas regiões. O volume de destruição foi cerca de 50% maior do que a média dos últimos 13 anos, e o dobro da área queimada no mesmo período de 2024, um ano já considerado o mais quente da história.

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Essa situação, conforme apontado por um relatório recente da Rede Mundial de Atribuição (WWA), indica um risco elevado de eventos climáticos extremos em escala global.

A África concentrou a maior parte das queimadas nesse período, com 85 milhões de hectares consumidos até abril. Países como Gâmbia, Senegal, Guiné, Mauritânia, Mali, Gana, Togo, Benim, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Camarões, Chade, República Centro-Africana, Sudão e Sudão do Sul registraram registros históricos de incêndios.

A WWA ressaltou que a subnotificação desses eventos nos países africanos pode subestimar a gravidade da situação, exigindo maior atenção e monitoramento.

A Ásia também apresentou um cenário preocupante, com 44 milhões de hectares queimados, quase 40% a mais do que no ano anterior. Os focos de incêndio foram mais intensos em Laos, Mianmar, Tailândia, no nordeste da China e na Índia, onde as temperaturas atingiram valores extremos em abril.

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A combinação de ondas de calor e condições de seca contribuiu para a propagação dos incêndios, com alertas de evacuação em diversas áreas.

Impactos Regionais e o Risco Climático

Nas Américas, os Estados Unidos registraram uma área queimada quase duas vezes maior do que o recorde de 2022, impulsionada por uma intensa onda de calor em março e pela seca que afetou o início do ano. A WWA indicou que essa onda de calor foi aproximadamente sete vezes mais provável devido às mudanças climáticas.

No Canadá, a temporada de incêndios começou antecipadamente, com grandes focos ativos na Colúmbia Britânica e Alberta, exigindo evacuações em áreas centrais. Na América do Sul, Chile e Argentina queimaram quase 10 hectares por minuto no início do ano, causando perdas significativas e deslocamentos populacionais.

Na Austrália, o calor extremo e a seca prolongada intensificaram a temporada de incêndios, que já havia sido iniciada em 2025. O serviço climático Copernicus da União Europeia apontou que essa foi a pior onda de calor no país desde 2019-2020. Simon Stiell, secretário-executivo da ONU para as Mudanças Climáticas, enfatizou que esses números evidenciam o impacto das emissões de gases de efeito estufa na destruição de áreas terrestres do planeta, com consequências para orçamentos e segurança alimentar.

El Niño e a Intensificação do Risco

O cenário pode se agravar com a chegada do El Niño, um fenômeno natural que pode amplificar o risco de eventos climáticos extremos. Embora ainda haja incertezas, a probabilidade de um El Niño intenso é alta, elevando o risco de incêndios no segundo semestre de 2026 na Austrália, no noroeste dos Estados Unidos, no Canadá e na Amazônia.

Daniel Swain, cientista climático do Instituto de Recursos Hídricos da Califórnia, alertou para a combinação inédita entre El Niño e o aquecimento global.

Friederike Otto, cofundadora da WWA, ressaltou que o El Niño não deve desviar o foco da necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. “O El Niño vai e vem. As mudanças climáticas, ao contrário, pioram enquanto não pararmos de queimar combustíveis fósseis.

Sabemos o que fazer. Temos o conhecimento e a tecnologia para nos afastarmos muito do uso de combustíveis fósseis”, declarou.

No Brasil, os alertas se materializaram com um aumento significativo no número de focos de incêndio entre janeiro e 13 de maio de 2026, atingindo 51% superior ao registrado em 2025. O Pantanal, a Caatinga e a Mata Atlântica apresentaram aumentos expressivos, com o Ministério do Meio Ambiente destacando o El Niño como um fator de atenção especial entre outubro e novembro, período crítico para o Pantanal, o Cerrado e o leste da Amazônia.

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