Impasse na maior faculdade do país: o que mudou após negociações em 22 de abril de 2026?

Impasse em Negociações na Maior Instituição de Ensino do País
A maior instituição de ensino do país permanece sem acordo após uma nova rodada de negociações realizada na última quarta-feira, dia 22 de abril de 2026. A reitoria, sob a liderança de [Nome da Reitoria], manteve a proposta apresentada na semana anterior, que se baseava na concessão de uma gratificação geral.
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Contudo, essa oferta foi rejeitada durante a assembleia da categoria.
Origem do Conflito: A GACE e as Demandas Docentes
O cerne do impasse reside na criação da GACE (Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas), um benefício voltado especificamente aos docentes. Essa medida foi aprovada em 31 de março pelo Conselho Universitário.
Detalhes da Gratificação e a Contraproposta
A GACE determina o pagamento mensal de R$ 4.500 a professores que participarem de projetos considerados estratégicos, como o desenvolvimento de disciplinas em inglês ou ações de extensão. O benefício terá uma vigência inicial de dois anos, com possibilidade de renovação.
Em resposta, a administração da USP sugeriu destinar o montante anual reservado aos docentes — totalizando R$ 238,44 milhões — para os funcionários. Esse valor, distribuído entre os cerca de 12.000 funcionários, equivaleria a aproximadamente R$ 1.600 mensais por trabalhador.
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Ampliação das Pautas e Resistência dos Trabalhadores
A proposta apresentada pela administração foi considerada insuficiente pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP. Diante disso, o sindicato optou por ampliar significativamente sua pauta de reivindicações.
Além da equiparação salarial com os professores, os funcionários passaram a exigir o acesso universal ao BUSP, um cartão de transporte interno gratuito, e a extensão desse benefício aos terceirizados. Há também a cobrança para que a universidade incorpore as demandas dos estudantes nas futuras negociações.
Tensão Estudantil e Questões de Infraestrutura
A paralisação estudantil ganhou força, atingindo já 105 cursos em diversos campi. Entre os principais pontos de reivindicação estudantil estão melhorias nas condições de permanência, como o aumento de bolsas e a elevação da qualidade dos restaurantes universitários.
Outro ponto de tensão envolve uma proposta interna em análise que visa regulamentar o uso de espaços por centros acadêmicos. Os estudantes alertam que tal regulamentação pode restringir tanto as atividades quanto as fontes de renda dessas entidades.
Respostas da Reitoria e Perspectivas Futuras
A reitoria comunicou que implementou diversas medidas de valorização, citando reajustes no vale-refeição (de R$ 45 para R$ 65) e no vale-alimentação (de R$ 1.950 para R$ 2.050), além de um aumento de 14,3% no auxílio-saúde. Programas como o Renova USP e um novo sistema de mobilidade interna também foram mencionados.
A administração informou que 69 das 86 unidades registraram adesão baixa ou inexistente à greve. Contudo, a universidade ressaltou que está analisando propostas de valorização da carreira, mas que o calendário eleitoral de 2026 impõe restrições para a concessão de novos benefícios neste ano.
As negociações, por ora, seguem sem previsão de acordo.
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