Ibovespa zera perdas em meio a tensões; o que move o petróleo e a B3?

Ibovespa zera perdas na segunda-feira, 13, em meio a tensões geopolíticas
O índice Ibovespa conseguiu zerar suas perdas no início da tarde desta segunda-feira, dia 13. O mercado havia aberto em queda, reflexo das crescentes tensões geopolíticas observadas na região do Oriente Médio.
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Por volta das 13h50, o principal indicador da B3 apresentava sinais de estabilidade, com uma leve queda de 0,04%, atingindo 197.249 pontos. Em paralelo, o dólar registrava uma ligeira baixa de 0,62%, sendo cotado a R$ 4,998.
Movimentação alinhada a Wall Street, mas com cautela local
Este movimento reflete o que ocorreu em Wall Street, onde as bolsas se distanciaram dos pontos mais baixos do dia, encontrando suporte nas ações do setor de tecnologia. Contudo, a cautela global persiste devido ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Apesar do tom negativo do cenário externo, a reação da bolsa brasileira foi mais contida em comparação com os mercados internacionais. Dos 82 papéis que compõem o índice, 38 ainda apresentavam queda, incluindo grandes bancos.
Destaques de alta no mercado brasileiro
Na ponta positiva, apenas 12 ações avançavam. Um destaque notável foi o setor de petroleiras, como Petrobras (PETR3 e PETR4), que subiam mais de 1%, impulsionadas pela forte valorização do petróleo. A Vale (VALE3) também teve alta expressiva, próxima de 1%.
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Impacto do cenário internacional e do petróleo
O início da semana é marcado por choques internacionais, especialmente com a escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã. Este é um cenário clássico de oferta no mercado de energia, o que impacta diretamente as expectativas inflacionárias globais.
Segundo um relatório da Eleven Financial, essa situação força uma reavaliação abrupta dos ativos considerados de risco. Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir com força, ultrapassando novamente a marca de US$ 100 por barril.
Aumento dos preços do petróleo
Por volta das 10h10, o WTI, referência americana, avançava 7,34%, chegando a US$ 103,46. Já o Brent, referência global, subia 6,89%, cotado a US$ 101,73. Essa alta ocorre em meio ao impasse nas negociações para o fim do conflito no Oriente Médio.
A ausência de um acordo no encontro realizado no Paquistão entre autoridades americanas e iranianas aumentou as preocupações do mercado sobre o prolongamento da crise. Após o fracasso das tratativas no fim de semana, os Estados Unidos anunciaram o que tende a piorar o abastecimento global de petróleo.
Bolsas globais e perspectivas econômicas
As bolsas de Nova York se afastaram dos mínimos do dia, com bom desempenho das ações de tecnologia, embora o sentimento de cautela permaneça presente. O índice Dow Jones manteve-se estável perto das 14h.
O S&P 500 avançava 0,44%, e o Nasdaq registrava alta de 0,66%. No entanto, Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial, apontou que “O cenário geopolítico permanece complexo, com tensões simultâneas no Oriente Médio, Ucrânia e Ásia-Pacífico.”
Visão sobre a inflação e América Latina
“A fala de Kristalina Georgieva, do FMI, reforça que choques de preços tendem a persistir mesmo com eventuais cessar-fogos, indicando que o componente inflacionário pode ser mais estrutural do que transitório”, afirmou Marzbanian. Ele complementou que, na América Latina, o fluxo ainda favorece a região como destino relativo entre os emergentes.
Isso é impulsionado pela exportação de commodities e pela diferença nos juros reais. Contudo, ele alertou que “persistem fragilidades, especialmente no Brasil, com deterioração de balanços corporativos e maior custo de capital”.
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