Ibovespa em Queda: Tensão EUA-Irã e Dados Fracos Abalam Mercado Brasileiro

Ibovespa Abre Semana em Queda com Tensão Geopolítica e Dados Econômicos Fracos
O mercado acionário brasileiro iniciou a semana com uma queda de 0,50%, situando-se aos 176,3 mil pontos. A sessão foi marcada por indicadores econômicos domésticos e pela crescente incerteza no cenário internacional, impulsionada por novas tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
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Investidores acompanhavam de perto a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e as ações do presidente americano, Donald Trump, que intensificaram as disputas com o Irã, elevando a volatilidade no preço do petróleo.
A Braskem liderou as perdas com uma queda de 5,24%, seguida pelas ações da Petrobras, que apresentaram variações entre 1,87% e 2,30%, e da Prio, com uma queda de -1,32%. A Vale e o Itaú Unibanco também registraram perdas, com quedas de 0,38% e 0,13%, respectivamente.
Apesar desse cenário negativo, algumas ações se destacaram, como a Copasa, com alta de 2,98%, a Cosan, com 2,27%, e Magazine Luiza, com 1,91%.
O analista da Ciano Investimentos, Rafael Minotto, ressaltou a cautela do mercado diante das recentes notícias de tensão entre Washington e Teerã. “Observo que, tecnicamente, o Ibovespa entra em um campo de sobrevenda após vários dias de quedas consecutivas.
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Ele já recuou 12% do topo, e é esperado que nessa região ele possa ganhar fôlego novamente”, afirmou Minotto. O principal dado da agenda econômica do dia, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, apresentou uma queda de 0,7% em março, impactando as expectativas para a política monetária.
O índice, considerado uma “prévia do Produto Interno Bruto (PIB)”, registrou uma queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, com ajustes sazonais. A queda foi impulsionada principalmente pelas variações nos serviços, indústria e agropecuária.
O Índice de Produção Industrial (IBCC-Br), sem a agropecuária, apresentou uma queda ainda maior, de 0,9% no mês. Apesar do desempenho negativo em março, o acumulado de 12 meses mostra um avanço de 1,3%. O Boletim Focus do Banco Central também trouxe a décima revisão para o IPCA, projetando uma inflação de 4,92% ao final de 2026, com a Selic estimada em 13,25% ao final do ano.
Tensão Geopolítica e Impacto no Mercado Global
A situação no Oriente Médio, com as declarações de Donald Trump sobre o Irã, gerou um aumento no preço do petróleo, que chegou a ser negociado acima de US$ 110 entre ontem e hoje. A Agência Internacional de Energia alertou para uma rápida redução nos estoques globais de petróleo, enquanto o UBS projetou uma possível queda nas reservas globais para 7,6 bilhões de barris até o fim de maio, caso a demanda continue alta.
Essa situação elevou preocupações sobre a escassez de combustível, especialmente na Europa.
Nos Estados Unidos, os índices à vista abriram a sessão de segunda-feira com estabilidade, após um período de fortes quedas na semana anterior. O S&P 500 subiu 0,1% e o Nasdaq Composite avançou 0,3%, enquanto o Dow Jones oscilou em torno da linha de equilíbrio.
Investidores monitoravam o recuo nos preços do petróleo e o estresse no mercado de renda fixa global. Os rendimentos dos títulos de 30 anos do Tesouro dos EUA atingiram máximas em um ano, refletindo a percepção de que a inflação ainda é um desafio para o Federal Reserve, sob a liderança de.
Volatilidade em Outras Regiões
A volatilidade se estendeu para além dos Estados Unidos. Na Europa, o índice Stoxx 600 subiu 0,54%, com empresas do setor aéreo enfrentando preocupações com o aumento dos custos de combustível. Na Ásia, o Nikkei do Japão caiu 0,97%, pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos japoneses.
O Hang Seng de Hong Kong recuou 1,22%, enquanto o CSI 300 da China perdeu 0,54%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve a pior performance da região, com uma queda de 1,45%.
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