IA Revoluciona Saúde no Brasil: Novo Estudo Revela Adoção e Desafios

Inteligência Artificial e a Transformação do Setor de Saúde no Brasil
A utilização de inteligência artificial (IA) está ganhando espaço no setor de saúde brasileiro, embora sua aplicação ainda esteja focada principalmente em otimizar processos internos. Um estudo recente, a 12ª edição da TIC Saúde, conduzida pelo Cetic, revela um panorama interessante sobre a adoção dessa tecnologia no país.
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De acordo com os dados, 18% dos estabelecimentos de saúde já incorporam algum tipo de recurso de IA em suas operações. Essa porcentagem aumenta significativamente em áreas específicas, como Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, onde a IA é utilizada por 29% dos estabelecimentos, e em complexos hospitalares com mais de 50 leitos, onde a adoção atinge 31%.
O foco principal da IA nestas instituições é a organização de tarefas clínicas e administrativas, com modelos generativos de IA sendo os mais populares, adotados por 76% dos locais.
Tendências de Uso da IA
Além da organização de processos, outras aplicações da IA estão em ascensão. A mineração de texto é utilizada por 52% dos estabelecimentos, seguida pela automação de processos (48%), melhoria da segurança digital (36%) e o aumento da eficiência dos tratamentos (32%).
No entanto, a implementação da IA enfrenta desafios, como a infraestrutura digital desigual do sistema de saúde brasileiro, que limita a capacidade de utilizar aplicações mais complexas.
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Apesar do uso generalizado de prontuários eletrônicos (92%), a comunicação entre diferentes redes de saúde ainda é limitada. Apenas 44% dos estabelecimentos realizam encaminhamentos digitais, evidenciando uma grande assimetria entre o setor público e privado.
O setor público demonstra maior eficiência na troca de dados clínicos e exames, enquanto o setor privado apresenta índices inferiores.
Desafios e Perspectivas
Juliana Vicente, da Informa Markets, destaca que o Brasil avançou em soluções de menor risco regulatório, mas ainda enfrenta barreiras para a ampla e segura incorporação da IA na prática clínica. A falta de uma base de dados padronizada, a necessidade de validação científica, a governança de dados e protocolos claros de responsabilidade médica são obstáculos a serem superados.
Além disso, a falta de confiança e capacitação médica para além do suporte administrativo também impacta a adoção da tecnologia.
Digitalização dos Serviços de Saúde
Além da IA, o estudo da TIC Saúde também analisou a digitalização dos serviços oferecidos diretamente à população. A visualização de resultados de exames pela internet é o serviço digital mais comum, presente em 39% dos estabelecimentos de saúde.
O agendamento online de consultas é uma realidade em 34% dos locais, enquanto a marcação de exames de forma remota atinge 32%.
Nos serviços de saúde, a teleconsultoria, que consiste em uma consulta realizada exclusivamente entre profissionais de saúde, é a modalidade mais disseminada, presente em 36% dos estabelecimentos. Segue-se a teleconsulta (28%), o telediagnóstico (27%) e o telemonitoramento (20%).
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