Human Rights Watch aponta falhas graves na proteção de direitos para Copa do Mundo de 2026

Relatório da Human Rights Watch aponta falhas na proteção de direitos humanos para Copa do Mundo de 2026
A Human Rights Watch, uma organização internacional não governamental, divulgou um levantamento na sexta-feira, 10 de abril de 2026. O estudo foca na implementação de medidas de proteção aos direitos humanos nas cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2026 em junho.
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O documento revela que 12 das 16 cidades sedes não apresentaram planos de ação exigidos pelo marco de direitos humanos da competição, ou os planos entregues foram considerados insuficientes pela ONG.
Análise da ONG sobre os planos das sedes
A análise da Human Rights Watch aponta que os comitês organizadores falharam em publicar os documentos necessários ou elaboraram planos que não endereçam adequadamente riscos específicos. Tais riscos incluem aqueles voltados a imigrantes, à comunidade LGBT+ e a jornalistas.
Divergências nos planos apresentados
A Copa de 2026 é histórica por incluir um marco de direitos humanos obrigatório no processo de candidatura. O modelo ideal prevê a criação de planos locais com a participação de governos, organizações e grupos comunitários.
Inicialmente, o prazo para entrega dos documentos era março de 2025, mas a FIFA estendeu essa data para agosto de 2025. Contudo, apenas Atlanta, Dallas, Houston e Vancouver divulgaram seus planos entre as 16 cidades.
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Cidades com planos incompletos ou ausentes
Várias localidades não cumpriram com a entrega dos documentos. Boston, Nova York/Nova Jersey, Kansas City, Miami, Filadélfia, Los Angeles, Seattle, Toronto, São Francisco, Cidade do México, Guadalajara e Monterrey não publicaram os relatórios.
Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch, criticou a situação, afirmando que os comitês não conseguiram apresentar planos coerentes para o maior evento esportivo do mundo, apesar dos anos de preparação.
Lacunas nos relatórios existentes
Mesmo nas cidades que apresentaram relatórios, foram identificadas falhas. Por exemplo, os planos de Dallas e Houston não fazem menção à comunidade LGBTQIA+. Além disso, os documentos publicados não detalham medidas específicas de proteção para jornalistas.
Atlanta, por outro lado, planeja realizar pelo menos dois eventos comunitários durante o torneio focados na comunidade LGBT+, período que coincide com o Orgulho LGBT+.
Dados de fiscalização migratória e recomendações finais
Dados analisados pela Human Rights Watch, baseados no Deportation Data Project, mostram que o serviço de imigração dos Estados Unidos deteve mais de 167 mil pessoas nas proximidades das cidades-sede norte-americanas entre janeiro de 2025 e março de 2026.
O relatório também aponta episódios de repressão policial contra jornalistas durante protestos em Los Angeles em 2025. A organização solicita que a FIFA exija a publicação e implementação dos planos até 11 de maio.
Entre as recomendações, a Human Rights Watch defende que os documentos incluam medidas contra abusos na fiscalização migratória, garantias públicas de que não haverá operações em locais ligados ao torneio, proteção contra discriminação e reforço às políticas de liberdade de imprensa.
A ONG também sugere que a ausência de planos de ação em direitos humanos seja um critério considerado em futuras escolhas de sedes, e informou não ter recebido resposta da presidência da FIFA após enviar questionamentos.
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