Hantavírus: Risco Global Baixo, Mas Alerta na América do Sul e no Brasil

Hantavírus: Risco Global Baixo Revelado! 🚨 Ministério da Saúde e OMS alertam sobre a circulação do vírus na América do Sul. Descubra os detalhes!

08/05/2026 21:14

3 min

Hantavírus: Risco Global Baixo, Mas Alerta na América do Sul e no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

O Ministério da Saúde atualizou nesta sexta-feira (8) sua avaliação sobre a disseminação do hantavírus, informando que o risco global permanece baixo. Essa avaliação foi feita em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A situação se desenvolve após o surto detectado em um cruzeiro, o Hondius, e a investigação da circulação do vírus na América do Sul, sem impacto direto registrado no Brasil até o momento.

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Variante Andes e Casos Confirmados na América do Sul

A investigação se concentra na circulação da variante Andes, responsável por um caso de transmissão interpessoal no navio Hondius. Essa mesma variante já foi identificada em casos confirmados na Argentina e no Chile. É importante ressaltar que, até agora, não foram detectados casos de transmissão do vírus entre pessoas no Brasil.

Transmissão e Mecanismos do Vírus

Os casos confirmados no Brasil estão sendo transmitidos através do contato direto do vírus com mucosas, como os olhos, boca ou nariz, por meio de mãos contaminadas com as fezes de roedores. O Ministério da Saúde esclarece que se trata de uma variante diferente daquela identificada no cruzeiro, com mecanismos de transmissão distintos.

O que é Hantavirose?

A hantavirose é uma doença viral de origem animal, conhecida como zoonose. No Brasil, a forma mais comum da doença é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave que afeta o sistema respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae e é transmitido principalmente por roedores silvestres.

Esses roedores eliminam o vírus pela urina, fezes e saliva, sem apresentar sintomas. A transmissão para humanos ocorre quando as pessoas inalam aerossóis contaminados ou entram em contato direto com as fezes ou urina dos roedores. O contato com mucosas, ferimentos na pele ou mordidas também podem ser vetores de transmissão, embora seja um caso raro.

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Sintomas e Gravidade da Doença

Os sintomas da hantavirose variam desde um quadro inicial com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves com comprometimento pulmonar e cardíaco. Em casos severos, a doença pode evoluir para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo tratamento intensivo.

O período de incubação do vírus pode variar de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias. É crucial procurar atendimento médico imediato se apresentar sintomas suspeitos.

Tratamento e Prevenção

Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O tratamento se concentra em medidas de suporte, como ventilação mecânica e outros cuidados, dependendo da gravidade do caso. A hantavirose é considerada de notificação compulsória, exigindo comunicação imediata às autoridades de saúde em até 24 horas.

O Ministério da Saúde enfatiza a importância da prevenção, especialmente para profissionais de saúde e trabalhadores rurais, que têm maior risco de exposição. O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é fundamental em áreas de risco.

Além disso, medidas para evitar o contato com ambientes contaminados por roedores são essenciais para prevenir a transmissão do vírus.

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