Hantavírus no Paraná: Casos Confirmados Não Estão Ligados ao Surto do Cruzeiro

Sesa desmente ligação entre hantavírus no Paraná e surto no cruzeiro Hondius. Casos confirmados são da cepa silvestre, diferente da variante Andes.

08/05/2026 17:34

3 min

Hantavírus no Paraná: Casos Confirmados Não Estão Ligados ao Surto do Cruzeiro
(Imagem de reprodução da internet).

Casos de Hantavírus no Paraná Não Estão Ligados ao Surto do Cruzeiro

A Secretaria do Estado de Saúde do Paraná (Sesa) esclareceu nesta sexta-feira (8) que os dois casos de hantavírus confirmados no estado em 2026 não têm relação com o surto da doença que gerou preocupação no cruzeiro Hondius, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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A informação foi divulgada à Jovem Pan e reforça que a situação no Paraná é distinta do caso internacional.

Diferentes Cepas de Vírus

Os casos de hantavírus confirmados no Paraná são da cepa silvestre, transmitida por roedores silvestres. Essa cepa é diferente da variante Andes, que foi identificada no cruzeiro, e que se caracteriza pela transmissão direta de pessoa para pessoa.

O Ministério da Saúde havia alertado para a possibilidade de contaminação em ambientes fechados, como o cruzeiro.

Segundo a Sesa, os casos foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Além dos dois casos confirmados em 2026, um caso foi registrado em 2025.

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Monitoramento Contínuo

O secretário de Saúde do Estado, César Neves, ressaltou que a doença está controlada no Paraná e que a Sesa mantém um monitoramento permanente da circulação do hantavírus, com vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais. Essa pesquisa ecoepidemiológica busca identificar a origem dos casos e prevenir novas ocorrências.

O que é Hantavírus?

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que se manifesta no Brasil principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). O vírus, pertencente à família Hantaviridae, é transmitido por roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados.

O contato direto com mucosas, por meio de mãos contaminadas ou ferimentos, também pode levar à infecção. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em outros países, associada a um tipo específico do vírus.

Sintomas e Tratamento

Os sintomas da hantavirose variam de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco. Em casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato.

O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas e evitar complicações. A prevenção envolve evitar contato com roedores e seus excrementos, além de usar equipamentos de proteção individual em áreas de risco.

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