Hantavírus no Brasil: Óbitos e Casos Confirmados Não Indicam Risco de Disseminação

Atualização sobre Casos de Hantavírus no Brasil e Paraná
O Ministério da Saúde esclareceu que os casos de Hantavírus confirmados em passageiros no navio de cruzeiro MV Hondius, com histórico de circulação na América do Sul, não representam riscos para a disseminação da doença no Brasil. Até o momento de 2026, o país registrou um óbito e sete casos de contaminação pelo vírus, indicando uma tendência de redução.
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Recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado. Outros 21 foram descartados e 11 permanecem sob investigação. O ministério ressaltou que tanto o óbito, quanto os casos confirmados no Paraná, não possuem relação com as contaminações do navio. “Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante associada a casos raros de transmissão interpessoal observados na Argentina e no Chile, que está presente no navio.
Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas”, afirmou o Ministério da Saúde.
Em Minas Gerais, um homem de 46 anos, residente em Carmo do Paranaíba (MG), faleceu após diagnóstico de hantavírus. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, o homem teve contato com roedores silvestres em uma lavoura e apresentou cefaleia no dia 2 de fevereiro, seguido de febre, dor muscular, dor nas articulações e dor na região lombar.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, enfatizou que não há motivo para preocupação. “Muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais.
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São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, declarou.
O Paraná reforçou medidas de prevenção contra a doença, principalmente para quem vive ou trabalha em áreas rurais. A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possa haver fezes ou urina de roedores. A ventilação do ambiente e a proteção de alimentos e resíduos são recomendadas.
Após a confirmação dos casos no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou o monitoramento da circulação do hantavírus no estado, com vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais.
A Sesa do Paraná informou que os casos de hantavírus confirmados no estado não têm relação com o episódio do cruzeiro, sendo identificados em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no estado, com vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no estado, sem qualquer motivo para preocupação.
Sobre o Vírus
O vírus da hantavírose é transmitido principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
O vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos mais graves, a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), podendo evoluir para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
A notificação compulsória imediata é essencial para o controle da doença. A hantavirose é monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, que acompanha de perto e garante que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença.
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