Greve Geral em Massa na Argentina: Protesto Contra Milei e Impacto Econômico!
Greve geral paralisa Argentina em protesto à reforma de Milei! Sindicatos em ação e economia em risco. Saiba mais.
A Argentina enfrentou, nesta quinta-feira, 19, a quarta greve geral desde o início do governo de Javier Milei, em um movimento de protesto contra a reforma trabalhista que o Executivo busca aprovar no Congresso. A paralisação, que se estendeu por 24 horas, ocorreu em um momento crítico, marcado pela resistência sindical e pela mobilização nas ruas.
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A situação econômica do país, já delicada, é agravada por essa sobreposição de greves.
Estimativas de Impacto Econômico
De acordo com análises do Instituto de Economia da Universidade Argentina da Empresa (UADE) e do Ministério da Economia, o custo econômico da greve é estimado em cerca de US$ 575 milhões, representando 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de fevereiro.
A reforma trabalhista, considerada “regressiva e inconstitucional” pela central sindical, propõe alterações significativas nas indenizações e restringe o direito de greve.
Contexto da Paralisação
A greve começou à meia-noite e teve ampla adesão de sindicatos. Em Buenos Aires, o transporte público operou com restrições, e o trânsito de veículos particulares aumentou. Comércio, farmácias e supermercados permaneceram fechados nas primeiras horas do dia.
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Estações de trem e pontos de ônibus registraram menor movimento. A paralisação ocorreu no horário local, equivalente ao de Brasília.
Impactos Setoriais
O setor industrial sofre com a paralisação, com mais de 21 mil empresas fechadas nos últimos dois anos, resultando na perda de aproximadamente 300 mil empregos. Um exemplo recente é o da Fate, fabricante de pneus, que anunciou o fechamento de sua fábrica em Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores, devido à queda da competitividade frente às importações.
O setor aéreo também foi afetado, impactando mais de 64 mil passageiros e cargas, conforme dados da Câmara de Linhas Aéreas na Argentina; a Aerolíneas Argentinas reprogramou 255 voos. Trabalhadores portuários paralisaram embarques em terminais como o de Rosário, um dos maiores portos agroexportadores do país.
Resposta do Governo e Tensão Social
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical do país, lidera a greve, com a adesão de diversos sindicatos e da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA). O governo informou que descontará o dia de salário de funcionários públicos que aderirem à paralisação e intimou trabalhadores do transporte a se absterem de ações diretas.
O governo estabeleceu uma “zona exclusiva” para jornalistas nas imediações da Praça do Congresso, delimitando o espaço de cobertura midiática. O Ministério da Segurança declarou que as forças de segurança atuarão diante de episódios de violência, recomendando que profissionais de imprensa evitem se posicionar entre manifestantes e forças de segurança.
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