Governo Repelexa Escala 6×1: Fim de Incentivos Fiscais em Mudança Radical

Governo Defende Fim da Escala 6×1 sem Compensações Fiscais
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafitou nesta quarta-feira (6 de maio de 2026 a posição do governo em relação à transição do modelo de trabalho, especificamente o fim da escala de 6×1.
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A declaração veio sem a inclusão de qualquer tipo de compensação tributária para as empresas. Durigan enfatizou que a mudança na jornada de trabalho será implementada de forma gradual em setores específicos, buscando otimizar a produtividade e se adequar às novas dinâmicas do mercado.
Reconhecimento Geracional e Produtividade
O ministro justificou a medida como um “reconhecimento geracional”, alinhado ao aumento da produtividade e às transformações no mercado de trabalho. Ele argumentou que, com o avanço tecnológico e os ganhos digitais, é necessário adaptar o modelo de trabalho, sem transferir encargos para a população.
Durigan ressaltou que o objetivo é garantir 40 horas semanais, com dois dias de folga, sem redução salarial ou benefícios fiscais adicionais.
Foco em Políticas de Produtividade
Durigan defendeu que o governo deve priorizar políticas que promovam o aumento da produtividade, em vez de criar incentivos fiscais. Ele mencionou iniciativas como programas de crédito facilitado para pequenas empresas, a expansão de fundos garantidores e a capacitação digital em instituições como Senac, Sesi e Senai.
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O ministro criticou programas de desoneração da folha de pagamento implementados anteriormente, que, segundo ele, aumentaram os custos para o Estado sem gerar os resultados esperados em geração de empregos.
Transições Graduais e Adaptações Setoriais
Embora o governo mantenha a meta de reduzir a jornada semanal, Durigan admitiu a necessidade de discussões sobre transições específicas para determinados segmentos. Ele apontou que estudos da Fazenda indicam que a economia brasileira já não depende majoritariamente da escala 6×1, citando o setor agropecuário e o comércio como exemplos.
O ministro ponderou que o objetivo é garantir que a transição seja feita de forma gradual e adaptada às particularidades de cada setor, sem comprometer a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores.
Conclusão: Ajustes e Produtividade
Durigan reiterou o compromisso do governo com a discussão do tema no Congresso, buscando avançar no reconhecimento geracional e no fim da escala 6×1. O foco principal, segundo o ministro, permanece no estímulo à produtividade e na implementação de políticas que promovam o desenvolvimento econômico e social do país.
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