Governo pode aumentar dívida para proteger a economia? Entenda o plano!

Governo pode aumentar dívida para proteger a economia? Saiba o que foi dito por Relações Institucionais sobre o cenário pós-Trump.

16/04/2026 14:05

3 min

Governo pode aumentar dívida para proteger a economia? Entenda o plano!
(Imagem de reprodução da internet).

Governo Pode Aumentar Dívida para Proteger a Economia Popular

O ministro de Relações Institucionais declarou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, que o governo não hesitará em aumentar o endividamento do país se for necessário para salvaguardar a economia da população. A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

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Segundo o ministro, é imperativo aumentar o endividamento caso isso seja o caminho para proteger a economia popular. Essa fala ocorreu no contexto das repercussões da guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Impactos da Guerra Tarifária e Medidas de Mitigação

Guimarães mencionou que o governo trabalha com a expectativa de que o conflito comercial termine em dois meses, mas reconheceu a grande incerteza que paira sobre o cenário econômico. As ações que estão sendo planejadas seguem essa projeção de prazo.

Iniciativas de Subsídio e Redução de Tributos

Entre as medidas já implementadas, o ministro destacou um acordo firmado entre a União e os estados para subsidiar o diesel por um período de até dois meses. Este incentivo estabelece um valor de R$ 1,20 por litro de diesel importado, de caráter temporário e excepcional.

Adicionalmente, o governo promoveu a redução de tributos federais, o que resulta em uma queda de R$ 0,32 por litro. Com a soma dessas duas ações, a diminuição total estimada para o consumidor atinge R$ 0,64 por litro. A adesão a essa proposta já foi sinalizada por 80% dos estados.

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Foco em Consumidores e Setores Estratégicos

O ministro informou que um novo pacote de medidas será divulgado nos próximos dias, visando conter os impactos sobre os consumidores. Ele citou especificamente o diesel, a gasolina e os fertilizantes como áreas de grande preocupação.

“O país não vai deixar que a conta do Trump seja transferida para o consumidor”, afirmou, reforçando o compromisso do governo com a população. Sobre possíveis ações relativas à gasolina, os ministros Bruno Moretti, de Planejamento, e Dario Durigan, de Fazenda, estão estudando o tema.

Endividamento Familiar e Regulamentação de Apostas

Guimarães também abordou o endividamento das famílias, classificando-o como uma pauta de altíssima prioridade para o governo. Medidas serão anunciadas em breve, incluindo ajustes em programas de renegociação de dívidas, com foco na redução de juros.

Questionado sobre as casas de apostas online, o ministro expressou que a percepção dele sobre o Congresso é de que há disposição para regulamentar o setor. Ele ponderou que, apesar da posição do presidente Lula contra a continuidade das apostas, a correlação de forças no Legislativo deve ser considerada.

Críticas ao Banco Central e Perspectivas Futuras

O ministro voltou a criticar o Banco Central, apontando os juros elevados como o principal fator que contribui para o endividamento das famílias brasileiras. Segundo ele, a autarquia manteve a taxa em patamar alto mesmo com a inflação dentro da meta estabelecida.

Ele criticou a postura do BC, afirmando que “Você não pode dar uma mão e tirar com a outra”, e considerou que o Banco Central já perdeu a oportunidade de reduzir os juros. O ministro evitou comentar sobre possíveis novas indicações para a diretoria da autarquia.

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